31 de julho de 2025
RELIGIÃO E PODER

Arquidiocese do Rio de Janeiro divulga documento “A Importância da Família e da Religião”, mas não faz referência direta a desfile de “Acadêmicos de Niterói”

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Por Politica Real com agências
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Imagem da Arqudiocese do Rio de Janeiro Foto: Canção Nova Notícias

(Brasília-DF, 18/02/2026) Sem se referir ao desfile da escola de samba “Acadêmicos de Niterói” que gerou polêmica com a ala “Neoconservadores em Conserva” que se referiu aos evangélicos e a família,  a Ardiocese da cidade do Rio de Janeiro divulgou uma nota, hoje, 18, destacando a o direito a expressão deve prestigiar e respeitar a família.

“Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo. O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.”, diz, parte do texto.

 

Veja íntegra  do texto:

 

 

Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 2026.

 

 

A Importância da Família e da Religião

 

 

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifesta sua preocupação a respeito da utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar em manifestações culturais de maneira que compreendemos como ofensiva.

 

Reconhecemos a cultura popular como expressão da identidade brasileira, espaço de criatividade, encontro e alegria. Ao mesmo tempo, é preciso que tais manifestações respeitem convicções religiosas profundas e valores que estruturam a vida social e são invioláveis para as pessoas desta cidade.

 

Reafirmamos nossa proximidade a todas as famílias, acolhendo as diferentes realidades em que se empenham para permanecerem unidas, educar seus filhos no bem e transmitir valores que contribuem para uma sociedade mais justa e fraterna. Quando a família permanece um elemento central e estruturante da vida social, essencial para a convivência e o bem-estar da sociedade.

 

As religiões, presentes em toda a cidade, desempenham papel particular e relevante na promoção da solidariedade, da educação e do cuidado com os mais vulneráveis. A fé continua ocupando um lugar essencial na vida social, permanecendo viva, influente e fundamental na formação ética e moral da sociedade. Ataques ou desrespeito a ela atingem não apenas as instituições, mas também a consciência de milhões de cidadãos.

 

A alegria, vivida de forma saudável e respeitosa, é legítima e enriquece a vida cultural. Situações pontuais de desrespeito não representam a riqueza e a diversidade cultural da cidade, que devem ser sempre espaços de inclusão, diálogo e convivência democrática. Cabe lembrar que os eventos culturais possuem regulamentos próprios, que estabelecem limites para manifestações públicas. Esses limites existem não para cercear a liberdade de expressão, mas justamente à luz desse valor fundamental em uma sociedade democrática, garantindo o respeito à posição religiosa das pessoas e à dignidade da família.

 

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da fé, da dignidade da família, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e da construção de uma cultura de diálogo e paz. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão caminham lado a lado com responsabilidade e respeito mútuo. O Rio de Janeiro é maior quando constrói pontes, promove a convivência respeitosa e reconhece que família, fé e cultura podem caminhar juntas na edificação de uma sociedade mais fraterna, madura e verdadeiramente democrática.

Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)