31 de julho de 2025
CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Papa Leão XIV, mantendo a tradição, envia mensagem por conta do lançamento da Campanha da Fraternidade 2026

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Papa Leão manda mensagem Foto: Vatican News

(Brasília-DF, 18/02/2026)   Mantendo a tradição que vem desde 1970 o chefe da Igreja, o Papa Leão XIV, numa referência a um dos sermões de Santo Agostinho, o Papa reforça na mensagem que a Quaresma é um tempo litúrgico durante o qual “recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Deus, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias.

O Santo Padre destacou, no documento, o papel das Campanhas da Fraternidade: “Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94).”.

Veja o texto na íntegra da mensagem:

 

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

 

<<Chegamos à época solene que nos lembra o dever de nos aplicarmos à

prece e ao jejum mais do que em qualquer outro tempo do ano, iluminando nossas

almas e disciplinando nossos corpos» (Sermão 210). Assim escreveu Santo

Agostinho em um de seus sermões sobre o tempo litúrgico que estamos para

iniciar, durante o qual recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica

conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do

jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por

quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a

praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e

necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O

Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho.

 

 

Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais

de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade,

momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa

aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz

questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe

um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenharnos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n. 94). À

semelhança do que havia sido feito em 1993, no presente ano, inspirados pelo lema

"Ele veio morar entre nós" (cf. Jo 1, 14), a proposta apresentada é aquela de voltar

o olhar para os nossos irmãos que sofrem com a falta de uma moradia digna.

 

 

O meu santo predecessor, São João Paulo II, convidava a voltar a atenção

<para os milhões de seres humanos privados de uma habitação conveniente, ou

até mesmo sem qualquer habitação, a fim de despertar a consciência de todos e

encontrar uma solução para este grave problema, que tem consequências

negativas no plano individual, familiar e social», afirmando que «a falta de

habitações, que é um problema de per si muito grave, deve ser considerada como

o sinal e a síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais, culturais ou

simplesmente humanas» (Sollicitudo Rei Socialis, 17).

 

Neste sentido, é meu desejo que a reflexão sobre a dura realidade da falta de

moradia digna, que afeta tantos irmãos nossos, leve não somente a ações isoladas

- sem dúvida, necessárias - que venham de modo emergencial em seu auxílio, mas

gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor generosamente

nos concede não pode restringir-se a um período do ano, a uma campanha ou a

algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante, que nos compromete

a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não têm onde morar.

 

 

Desejo igualmente, queridos irmãos e irmãs, que as iniciativas nascidas a

partir da Campanha da Fraternidade possam inspirar as autoridades

governamentais a promover políticas públicas, a fim de que, trabalhando todos

em conjunto, seja possível oferecer à população mais carente melhorias

significativas nas condições de habitação.

 

Confio estes votos aos cuidados de Nossa Senhora, que não encontrou

morada em Belém para dar à luz ao Redentor, mas que tem sua casa, como Rainha

e Padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida. E, como penhor de

abundantes graças, concedo de bom grado aos filhos e filhas da querida nação

brasileira, de modo especial àqueles que se empenham para que todos tenham

moradia digna, a Bênção Apostólicа.

 

Vaticano, 11 de fevereiro de 2026, memória litúrgica de Nossa Senhora de

Lourdes.

 

Assina: Papa Leão XIV

 

 ( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)