31 de julho de 2025
MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA

Comissão do Mercosul ainda votação do relatório sobre o Acordo Mercosul-União europeia. Renildo Calheiros pediu vistas e defendeu mais discussões

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Por Política Real com assessoria
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Arlindo Chinaglia na Comissão do Mercosul Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

(Brasília-DF, 10/02/2026). Nesta terça-feira, 10, a Comissão Especial da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul se reuniu para analisar o a votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A análise pelo Congresso Nacional do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi interrompida nesta terça-feira (10) após pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE).

Para o parlamentar, é preciso mais debate sobre o tema.

“Não há dúvidas da importância do comércio exterior, das relações comerciais entre as nações. Isso é o que move o mundo. Considero esse acordo importante, mas acho insuficiente [o debate] e não compreendo a pressa com que estamos tratando essa matéria. Na Europa, isso ainda está judicializado, e não devemos retirar de nós o tempo para debatermos o assunto, inclusive com a sociedade. O Brasil precisa ter uma agenda para não chegar em desvantagem nos prazos estabelecidos nos acordos. Tem prevalecido aqui, o interesse do sistema financeiro e não o interesse de uma política arrojada de desenvolvimento nacional. Digo isso, porque o Brasil, após concluir esse acordo precisa ter uma agenda com uma grande tarefa de chegar nas datas estabelecidas nos acordos em outras condições. Por isso, esse pedido vem em favor de mais debate, de mais conhecimento”, afirmou o parlamentar.

Com isso, a reunião foi suspensa e deverá ser retomada no dia 24 de fevereiro (terça-feira), a partir das 10h, para a votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

No relatório, Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

“Trata-se de um marco na relação bilateral, que integra dois dos maiores blocos econômicos do mundo e estabelece bases de previsibilidade e transparência para o comércio”,  afirmou.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) ressaltou o caráter estratégico do acordo e o longo processo de negociação, que durou mais de duas décadas. Para ela, o texto representa uma decisão de Estado.

“É um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, que envolve mais de 700 milhões de pessoas e exige concessões de todos os lados. Esse tratado pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento do agronegócio brasileiro, apesar das salvaguardas adotadas pela União Europeia “, frisou.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou os impactos econômicos do acordo e o caminho da proposta no Congresso. Segundo ele, além do aumento das exportações e da geração de emprego e renda, o consumidor deve sentir efeitos diretos com a redução de preços de produtos importados.

“Vinhos, chocolates, medicamentos, máquinas e carros europeus tendem a ficar mais acessíveis. Mais do que isso, vamos mandar produtos nossos com preços competitivos para lá, é algo muito positivo que vai incrementar a nossa economia “, declarou.

Nelsinho informou aos parlamentares que a expectativa é concluir a votação do relatório logo após a volta do carnaval e, em seguida, enviar o texto ao Plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado.

( da redação com informações da Agência Senado e assessoria. Edição: Política Real)