31 de julho de 2025
PODER

Hugo Motta nega que Câmara vá pautar fim da autonomia do Banco Central

Veja mais

Por Política Real com assessoria
Publicado em
Hugo Motta falou no evento do BTB Pactual Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 10/02/2026). O deputado Hugo Motta(Republicanos-PB) participou na manhã desta terça-feira, 10, de forma remota, de evento promovido pelo BTG Pactual sobre as Perspectivas e Prioridades do Parlamento em 2026.

Motta afirmou que não vai pautar projetos que modificam a autonomia do Banco Central. Segundo o presidente, foram os deputados que capitanearam a conquista da autonomia da instituição, e a decisão foi muito importante para o País.

O líder do PT, Pedro Uczai, defendeu a revisão da autonomia em razão dos prejuízos causados pelo caso Banco Master e das taxas de juros elevadas.

“Enquanto estivermos à frente da Câmara, não vamos pautar nenhuma revisão da autonomia do Banco Central, porque entendemos que essa autonomia trouxe segurança, previsibilidade e confiança nas instituições do País”, disse o presidente. “Estamos vendo e sentindo a posição de uma instituição quando funciona bem, tomou as providências necessárias [no caso Master] sem interferência política de quem quer que seja”, defendeu Motta.

Proposta de CPI do Banco Master

Hugo Motta também foi questionado sobre a proposta de criação de CPI para investigar denúncias de irregularidades do Banco Master. O presidente explicou que há 16 pedidos de criação de CPIs sobre diversos assuntos, como exploração de crianças e adolescentes e planos de saúde, por exemplo. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, só podem funcionar cinco CPIs ao mesmo tempo.

“Não descarto, mas cumpro o Regimento e vamos analisar esses pedidos que estão postos. O que eu quero que fique claro é que todo malfeito possa ser discutido conforme as leis do país, sem condenação prévia de quem quer que seja”, afirmou.

Impostos

Motta também afirmou que não acredita que haja propostas por parte do governo que envolvam aumento de impostos. Segundo ele, o Congresso pactuou com o Poder Executivo toda a peça orçamentária de 2026 com o corte de gastos tributários, aumento de impostos de bets e, portanto, permitiu que o orçamento fosse aprovado com tranquilidade. “Não vejo como caminhar numa agenda com aumento de impostos”, disse o presidente.

Motta explicou que o Congresso tem respondido quando necessário às medidas que o Executivo toma e ressaltou que o ambiente no Legislativo é avesso a mais aumento de impostos porque entende que toda essa agenda de aumento de arrecadação foi cumprida.

“Não vejo mais janela para aumento de tributo e imposto. O governo não tem priorizado e não vejo a discussão desse tema”, reforçou.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)