DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil expectativa para o IPCA de janeiro
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(Brasília-DF, 10/01/2026) A Política Real registrou os mercados globais em estabilidade e no Brasil todas as atenções voltadas para divulgação do IPCA de janeiro.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: 0,0%). O movimento ocorre após a segunda sessão consecutiva de alta nos mercados americanos, com o Dow avançando 0,04% e registrando novo recorde tanto intradiário quanto de fechamento. O S&P 500 subiu cerca de 0,5%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,9%, impulsionado pela continuidade da recuperação das ações de tecnologia após a forte correção observada na semana passada. Nesta semana, o foco segue nos dados macroeconômicos, com vendas no varejo sendo divulgadas hoje, o relatório de emprego amanhã e o CPI na sexta-feira, além da temporada de resultados, com Coca-Cola reportando antes da abertura do mercado.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%). As ações da Philips sobem cerca de 9% após a divulgação de resultados anuais que mostraram melhora no lucro e aceleração no crescimento de pedidos, apesar de um guidance mais conservador para 2026. No setor de energia, a BP recua mais de 4% depois de anunciar a suspensão do programa de recompra de ações para fortalecer o balanço, além de reportar lucro abaixo do esperado. Já o setor de luxo apresenta forte desempenho, com a Kering saltando cerca de 13% após surpreender positivamente nas vendas e sinalizar retorno ao crescimento em 2026.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,1%; HSI: +0,6%), assim como no restante da Ásia, com destaque para o Japão, onde o Nikkei 225 atingiu uma nova máxima histórica, refletindo o forte apetite por risco na região. O movimento acompanha o bom desempenho dos índices americanos na véspera e reforça a rotação global em direção a ativos de risco, especialmente em mercados desenvolvidos.
As autoridades financeiras da China orientaram os bancos do país a conter novas compras de títulos do Tesouro dos EUA. A participação chinesa em Treasuries caiu pela metade desde o pico de US$ 1,32 trilhão no fim de 2013 para cerca de US$ 682,6 bilhões, o menor nível desde 2008.
IBOVESPA +1,80% | 186.241 Pontos. CÂMBIO -0,76% | 5,19/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 1,8%, aos 186.241 pontos, em linha com o desempenho positivo dos mercados globais (S&P 500, +1,4%; Nasdaq, +0,8%). No cenário doméstico, o dia foi marcado por uma agenda econômica mais esvaziada.
O principal destaque positivo foi Magazine Luiza (MGLU3, +6,0%), beneficiada pelo fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, as construtoras Cyrela (CYRE3, -1,1%) e Cury (CURY3, -0,9%) recuaram, após terem registrado forte valorização na semana anterior.
Para o pregão de terça-feira, o foco da agenda doméstica será a divulgação do IPCA de janeiro, enquanto nos Estados Unidos serão divulgados os dados de vendas no varejo de dezembro. Pela temporada de resultados do 4T25, teremos os balanços de Inter, Suzano e TIM. Já pela temporada internacional, os principais resultados incluem AstraZeneca, Barclays e Ford.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a segunda‑feira em leve queda nos vértices curtos, no aguardo da divulgação do payroll (quarta) e do CPI (sexta), ambos adiados pelo shutdown. A vitória do partido LDP nas eleições da véspera no Japão também pressionou os JGBs (curva de títulos públicos japoneses) e influenciou as curvas globais. A T‑Note de 2 anos terminou a 3,49% (-1 bp), a de 10 anos a 4,20% (0 bp) e o T‑Bond de 30 anos a 4,85% (0 bp). No Brasil, os juros futuros recuaram acompanhando o maior apetite por emergentes e a fraqueza do dólar, com ajustes mais intensos nos vértices longos. O DI jan/27 caiu para 13,34% (-2 bps), o DI jan/29 para 12,68% (-7 bps) e o DI jan/31 para 13,09% (-10 bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em queda de 0,09%, em um dia marcado por uma agenda econômica mais esvaziada, pressionado sobretudo pelos Fundos Multiestratégia e pelos Fundos de Tijolo, que recuaram 0,23% e 0,20%, respectivamente. O desempenho dos Fundos de Tijolo foi puxado principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas, que registraram queda de 0,29%. Ainda assim, os Fundos de Shoppings (-0,14%) e os Fundos de Ativos Logísticos (-0,18%) também encerraram o pregão no campo negativo. Já os Fundos de Papel (+0,03%) e os Fundos de Fundos (+0,01%) ficaram praticamente estáveis. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se KNIP11 (+1,3%), TEPP11 (+1,1%) e LIFE11 (+1,0%). No campo negativo, as principais baixas foram WHGR11 (-3,0%), DEVA11 (-2,4%) e RCRB11 (-2,0%).
Economia
Na agenda doméstica, temos a divulgação do IPCA de janeiro. Esperamos um aumento de 0,33% contra dezembro, em linha com o consenso (0,32%), levando a inflação acumulada de 12 meses para 4,44%. O destaque será para o componente de administrados, que deve registrar uma queda de 2,2% nos preços de energia elétrica devido a bandeira verde, parcialmente compensada pelo aumento nos preços na gasolina (ICMS) e reajustes de transporte público.
Na agenda internacional, destaque para vendas no varejo e dados de exportação e importação referentes a dezembro nos EUA. Na China, será divulgado a inflação ao consumidor e ao produtor de janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)