31 de julho de 2025
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INFLAÇÃO: IPCA de janeiro foi de 0,33%, o mesmo visto em dezembro, e dentro do que estimava o mercado, informa IBGE

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Por Política Real com assessoria
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IPCA por setores registrados pelo IBGE Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 10/02/2026)  Na manhã desta terça-feira, 10, o IBGE divulgou o seu aguardado índice da inflação oficial do Brasil de janeiro. Os números bateram com o que es[erava e foi antecipado pela Política Real ainda nessa segunda-feira, 09.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro foi de 0,33%, mesma variação registrada em dezembro (0,33%). Nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,44%, acima dos 4,26% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a variação havia sido de 0,16%. Transportes, com 0,60% de variação, destaca-se com o maior impacto no resultado do mês (0,12 p.p.). Já Comunicação foi o grupo com maior variação (0,82%). Os grupos Habitação (-0,11%) e Vestuário (-0,25%) apresentaram variação negativa.

O grupo Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 p.p.), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

Ainda em Transportes, o ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta da incorporação dos seguintes reajustes tarifários:

20,00% em Fortaleza (15,87%), a partir de 1º de janeiro.

6,00% em São Paulo (9,18%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.

6,38% no Rio de Janeiro (5,32%), a partir de 04 de janeiro.

5,36% em Salvador (5,19%), a partir de 05 de janeiro.

8,70% em Belo Horizonte (3,99%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, a gratuidade aos domingos e feriados iniciada em 14 de dezembro de 2025.

4,16% em Vitória (2,70%), a partir de 12 de janeiro.

Além disso, por conta da redução tarifária aos domingos e feriados, Curitiba registrou variação de 1,85% no ônibus urbano e, em Brasília, a alta foi de 3,83% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Belém (8,43%).

Ainda em Transportes, a alta de 1,87% no metrô ocorre em razão da variação de 3,83% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,89%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (1,56%), em São Paulo (2,89%), com a mesma vigência. Também em São Paulo (6,88%), a integração transporte público (6,88%) considera, além das gratuidades, o reajuste citado acima. O subitem táxi (1,47%) reflete os seguintes reajustes: 28,49% em Rio Branco (28,49%) a partir de 22 de dezembro de 2025; 18,70% em Fortaleza (6,65%) a partir de 19 de janeiro; 4,92% no Rio de Janeiro (4,45%) a partir de 02 de janeiro e 4,53% em Salvador (1,02%) a partir de 23 de janeiro. Já os principais impactos negativos (-0,06 p.p e -0,07 p.p.) no grupo Transportes vieram dos subitens transporte por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (-8,90%), após altas de, respectivamente, 13,79% e 12,61% em dezembro.

O grupo Comunicação apresentou variação de 0,82% em janeiro, destacando-se a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, sobressaem os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%).

A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

O grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,11 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 10,48% em Rio Branco (5,34%) a partir de 13 de dezembro.

Ainda em Habitação, a alta da taxa de água e esgoto (2,56%) foi influenciada pelos reajustes de: 6,48% em São Paulo (6,07%) desde 1º de janeiro; 4,57% em Campo Grande (3,98%) a partir de 3 de janeiro; 6,56% em Belo Horizonte (2,52%) a partir de 22 de janeiro; 4,69% em uma das concessionárias em Porto Alegre (2,17%) desde 1º de janeiro; 2,64% em Curitiba (1,35%) vigente desde 15 de dezembro e de 9,75% no Rio de Janeiro (0,58%), vigente desde 1º de dezembro.

Já o subitem gás encanado (0,95%) reflete o reajuste de 4,10% em São Paulo (1,74%) com vigência desde 10 de dezembro, e a redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,08%) a partir de 1º de janeiro.

No que concerne aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,83%) e da passagem aérea (-11,01%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025 (base).

INPC fica em 0,39% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC teve alta de 0,39% em janeiro, 0,18 p.p. acima do resultado observado em dezembro (0,21%). Na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,30%, acima dos 3,90% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,00%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de dezembro (0,28%) para janeiro (0,14%). A variação dos não alimentícios passou de 0,19%, em dezembro, para 0,47% em janeiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor variação ocorreu em Recife (0,17%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)