31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

Mercado estimando um IPCA de janeiro em + 0.37%; IPCA de janeiro será divulgado neta terça-feira, 10

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Por Politica Real com agências
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Mercados especula sobre IPCA de janeiro Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 09/02/2026) Esta semana será de divulgação de índices, como IPCA de janeiro, Pesquisa Mensal do Comércio e Pesquisa Mensal de Serviços do IBGGE.

O Mercado, claro, fez avaliações sobre a inflação de janeiro. Nesta segunda-feira, a pesquisa Focus mostrou a 5ª queda da estimativa de inflação para o ano.

Algumas consultorias, informaram a Política Real, que se projeta alta de +0,37% no mês de janeiro, o que deve levar a inflação acumulada em 12 meses para +4,49%, representando uma aceleração de 23 pontos-base frente ao resultado de dezembro (+4,26%).

Entre os grupos de maior atenção, destaca-se a expectativa de aceleração de alimentação. Projetamos alta de +0,50% (vs. +0,27% em dezembro), impulsionada por alimentação no domicílio (+0,43%). As principais contribuições deverão partir da forte alta dos alimentos in natura, com destaque para as os tubérculos, raízes e legumes (+10,25%), frutas (+2,05) e hortaliças e verduras (+3,39%), que em fevereiro deverão começar a refletir as quedas no produtor, de acordo com a sazonalidade. Em contraponto, aves e ovos (-1,58%) e leite e derivados (-2,00%) deverão aliviar parte dessas  altas.

Para os transportes, mercado espera recuo: de +0,74% em dezembro para +0,52% em janeiro. A pressão baixista parte de passagem aérea (-8,92%) e transporte por aplicativo, que em dezembro teve forte alta de +13,79% e deve recuar para -4,00% na leitura de janeiro; em contraponto, o reajuste do ICMS vigente a partir de 1º de janeiro irá pressionar para cima os preços da gasolina, para a qual projetamos alta de 1,35%. Vale lembrar que, para as leituras de fevereiro, deve haver algum alívio nos preços do combustível, tendo em vista a redução de 5,2% anunciada pela Petrobras a partir de 27/jan. Ademais, ônibus urbano (+4,70%) deve subir ao refletir reajustes tarifários e o fim das gratuidades de final de ano concedidas em algumas capitais. No sentido contrário, seguro de veículos (-0,58%) e emplacamento e licença (-0,17%) atuarão em sentido baixista.

Agentes do mercado destacam, também, os grupos afetados pela devolução dos descontos concedidos durante a Black Friday. Os efeitos das devoluções dos descontos tiveram maior efeito no IPCA-15 de janeiro, mas no fechamento do mês ainda deverá haver algumas fontes de pressão. Detaque-se aceleração de itens de higiene pessoal (+0,89%), ao passo que os Artigos de residência deverão ceder para +0,17%. Similarmente a esse último, Vestuário terá queda, de -0,26%.

No grupo habitação, espera-se alta para +0,05% (frente a -0,33% em dezembro), influenciada por reajustes da taxa de água e esgoto (+2,75%) em capitais importantes. Energia elétrica deverá voltar a cair, para -2,25%, em vista da mudança da bandeira amarela em dezembro para verde em janeiro.

Os serviços subjacentes se sustentarão em +0,58% (ante +0,56%), com o avanço de alimentação fora do domicílio (+0,68%) e recreação (+0,15%). Nosso call é de que as medidas de serviços não devem mostrar alívio ao longo do ano. Em geral, os núcleos não dessazonalizados devem ceder levemente na leitura mensal mas permanecer em níveis elevados.

Em síntese,projeções indicam um IPCA de janeiro mais pressionado, por alimentação, administrados e serviços subjacentes, com núcleos em +0,44%. Há riscos baixistas associados a componentes voláteis (alimentação, higiene pessoal). Nossa projeção para o IPCA de 2026 está em 4,20%.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)