DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem clareza e no Brasil não haverá divulgação de índices relevantes
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(Brasília-DF, 04/02/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção definida e no Brasil não haverá indicação de índices.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,0%) após um dia de sell-off liderado por tecnologia, e na expectativa dos balanços das Big Techs Alphabet (hoje) e Amazon (amanhã). A Câmara dos EUA aprovou um projeto que coloca fim ao shutdown parcial do governo americano, que já foi sancionado pelo presidente Donald Trump.
O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,2%), e também sofre impacto de resultados: o Santander cai cerca de 4% após anúncio de que irá adquirir o banco Webster, e Novo Nordisk aprofunda a queda da sessão anterior diante de guidances piores. Bolsas chinesas fecharam positivas (HSI: 0,1%; CSI 300: 0,8%). O dia é de alta de metais preciosos após queda aguda nas últimas sessões.
Economia
Na Zona do Euro, dados da inflação de janeiro mostraram nova desaceleração, com o indicador mostrando alta de 1,7% ante o ano anterior, abaixo da expectativa de 1,8% e da meta de 2,0% do banco central europeu (BCE). O núcleo do indicador mostrou alta de 2,2%. No Japão PMI de Serviços subiu para 53,7 em janeiro e o PMI Composto avançou para 53,1, marcando o ritmo mais forte de expansão do setor privado desde maio de 2023, com serviços liderando.
IBOVESPA +1,58% | 185.674 Pontos. CÂMBIO -0,67% | 5,22/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 1,6%, aos 185.674 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500: -0,8%; Nasdaq: -1,6%). Após alguns pregões de desempenho mais fraco, as ações brasileiras retomaram sua forte tendência de alta, impulsionadas pela entrada robusta de fluxos estrangeiros e pela rotação global de capital em direção a mercados fora dos EUA.
A Vale (VALE3, +4,9%) subiu, beneficiada pela forte entrada de fluxo estrangeiro e por uma elevação de preço-alvo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Totvs (TOTS3, -3,3%) recuou após o anúncio da venda de 100% da Dimensa para a Evertec.
Nesta quarta-feira, o principal destaque no exterior será a divulgação do ISM de Serviços nos EUA. Pela temporada de resultados do 4T25, serão divulgados os balanços de Alphabet, Uber e UBS. No Brasil, a temporada de resultados tem início com a divulgação dos números de Itaú e Santander.
Renda Fixa
Os juros futuros fecharam a terça-feira em leve queda nos Estados Unidos, após a aprovação, na Câmara, do pacote de financiamento que deve encerrar o shutdown parcial. O texto segue para a assinatura de Donald Trump, que já havia indicado pressa em sancioná‑lo. Nesse cenário, as Treasuries recuaram, com a T‑Note de 2 anos em 3,57% (-0,4 bp), a de 10 anos em 4,27% (-1 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,90% (-1 bp). No Brasil, a curva de juros fechou sem direção única. Os vértices curtos e médios recuaram após a ata do Copom, que elevou as apostas para um corte de 0,50 p.p. em março, enquanto os prazos longos permaneceram pressionados pela possibilidade de indicação de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central. O DI jan/27 encerrou em 13,44% (-1 bp), o DI jan/29 em 12,74% (-2 bps) e o DI jan/31 em 13,15% (0 bp).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira em alta de 0,10%, impulsionado sobretudo pelos Fundos de Fundos, que avançaram 0,52%, e pelos Fundos Híbridos, que registraram elevação de 0,26%. Os Fundos de Tijolo também tiveram desempenho positivo, com alta de 0,13%, puxados principalmente pelos segmentos de Ativos Logísticos e Lajes Corporativas, que subiram 0,27% e 0,25%, respectivamente. O movimento refletiu o fechamento da curva de juros em um pregão marcado pela divulgação da ata do Copom, que reforçou a perspectiva de início de um ciclo de flexibilização monetária a partir de março.
Os demais segmentos apresentaram resultados mais moderados: os Fundos de Papel permaneceram praticamente estáveis, enquanto os Fundos Multiestratégia recuaram 0,13%. Entre as maiores altas do dia destacaram-se TGAR11 (+3,6%), VCJR11 (+2,0%) e KORE11 (+1,9%). No campo negativo, as principais baixas foram JSCR11 (-2,2%), OUJP11 (-2,0%) e BRCR11 (-1,4%).
No Brasil, a produção industrial recuou 1,2% em dezembro e a atividade do setor terminou 2025 praticamente estagnada (+0,6%), com fraqueza disseminada — especialmente em Bens de Capital —, sugerindo investimento mais fraco no curto prazo. A ata do Copom reforçou a sinalização de início cauteloso de cortes de juros em março, sem antecipar ritmo, destacando que a taxa deve permanecer restritiva até a desinflação se consolidar e as expectativas se reancorarem, cenário consistente com um corte de 50 pontos em março.
Agenda do dia com poucos indicadores. Nos Estados Unidos, teremos a divulgação do ISM de serviços e o ADP de emprego privado, ambos relativos ao mês de janeiro. No Brasil, não há indicadores econômicos programados.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)