31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil a divulgação da ata do Copom e dados da indústria de dezembro de 2025

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 02/02/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom e o resultado da indústria em dezembro.

Veja mais:

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,9%), após a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve por Donald Trump na última sexta-feira, assim como início de um novo shutdown no fim de semana, após congresso falhar em aprovar orçamento ou stopgap até o final de janeiro. Desta vez, o shutdown é parcial, e o speaker da Câmara, Johnson, declarou estar confiante que conseguirão passar um pacote fiscal até terça-feira. A temporada de resultados segue no centro das atenções ao longo dessa semana, na expectativa dos balanços das Big Techs Alphabet e Amazon.

O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,1%), e as bolsas chinesas fecharam em forte queda (HSI: -2,2%; CSI 300: -2,1%) após dados seguirem indicando dificuldades na frente da atividade econômica.

Após forte rali recente, metais preciosos aprofundam a queda dos últimos dias nesta segunda-feira.

IBOVESPA -0,97% | 181.363 Pontos. CÂMBIO +0,66% | 5,22/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,4% em reais e 2,1% em dólares, aos 181.364 pontos, renovando máximas históricas e ultrapassando pela primeira vez a marca dos 180 mil pontos. O índice fechou janeiro em um forte rali, avançando 12,6% em reais e 17,4% em dólares.

Raízen (RAIZ4, +27,2%) foi o principal destaque positivo da semana. Nosso time setorial de Agronegócio avalia que o movimento foi majoritariamente técnico, com destaque para o fechamento de posições vendidas, dado que o short interest do papel havia atingido máximas históricas recentemente.

Na ponta negativa, Embraer (EMBJ3, -6,7%) apresentou desempenho inferior após a divulgação de seus resultados operacionais do 4T25. Confira o resumo semanal da Bolsa aqui.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros dos Estados Unidos tiveram desempenho misto, em meio à incerteza sobre a escolha do novo presidente do Fed, confirmada na sexta feira como Kevin Warsh. As Treasuries oscilaram, com a T Note de 2 anos em 3,53% ( 7 bps), a T Note de 10 anos em 4,25% (+2 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,83% (+6 bps).

No Brasil, a curva de juros recuou acompanhando o fluxo global que beneficiou emergentes e a sinalização do Copom de possível corte na próxima reunião. A NTN B 2030 fechou em 7,68% ao ano, ante 7,94%. Na curva nominal, o DI jan/27 encerrou em 13,49% ( 21 bps), o DI jan/29 em 12,73% ( 30 bps) e o DI jan/31 em 13,10% ( 25 bps). Saiba mais.

IFIX

O índice de fundos imobiliários (IFIX) encerrou a semana com alta de 0,51%, impulsionado sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Fundos (FOFs) e dos fundos de multiestratégia, que avançaram 2,52% e 1,53%, respectivamente, seguidos pelos fundos de lajes corporativas (+1,34%). No campo negativo, o destaque foi o segmento híbrido, que recuou 1,75%, pressionado principalmente pelo TGAR11, que caiu 15,7% na semana após a divulgação de seu relatório gerencial, revisando para baixo o guidance de distribuição para o primeiro semestre, agora projetado entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota. Como resultado, o IFIX iniciou 2026 em território positivo, acumulando valorização de 2,27% em um mês marcado por sucessivas renovações das máximas históricas, encerrando o período em 3.860,99 pontos. Leia os destaques da semana aqui.

Economia

No Brasil, o mercado de trabalho permanece apertado. A Pnad Contínua apontou taxa de desemprego de 5,1% em dezembro, mantendo-se em níveis historicamente baixos. No campo fiscal, o setor público registrou déficit primário maior em 2025 e nova alta da dívida bruta do governo geral em relação a 2024.

Na agenda internacional desta semana, destaque para indicadores de mercado de trabalho de janeiro nos Estados Unidos. Na Zona do Euro e no Reino Unido, haverá decisões de política monetária. Por fim, índices PMIs – sondagens empresariais que visam aferir o pulso da atividade econômica – serão divulgados em todas as principais economias.

No Brasil, o foco se voltará para a ata do Copom. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de dezembro. Por fim, as estatísticas da balança comercial de janeiro serão publicadas pelo MDIC.

(da redação com agências. Edição: Política Real)