31 de julho de 2025
BANCO MASTER

Fernando Haddad, sobre o caso Master, disse que Governo e Oposição devem procurar a verdade e que a má politização do caso acaba por beneficiar o criminoso

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Por Política Real com assessoria
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Fernando Haddad falou com jornalistas Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 29/01/2026). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conversou com os jornalistas ao chegar na sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, como de habito, nesta quinta-feira, 29.  

Ele falou sobre diversos assuntos, desde o resultado das contas de 2025, falou sobre sua saída do Ministério da Fazenda, sobre juros, sobre nomes a serem indicados para compor a diretoria do Banco Central, assim como sobre a crise do Banco Master.

A Política Real, com apoio de IA, transcreveu a integra da conversa com os jornalistas.

Sobre o Banco Master, ele disse que a má politização do caso acaba por beneficiar o criminoso.  Ele disse que ouvia narrativas sobre o Banco Master, mas não sabia nem da imagem física de Daniel Vorcaro.

Ele disse que só depois que o novo diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou ao comanda da autoridade monetária é que as medidas começaram a ser tomadas sobre as operações do Master.

 

Confira algumas das perguntas sobre o caso Master que Haddad acabou respondendo:

 

Jornalista:  Ministro, ontem(foi anunciado) o Daniel Vorcari vai depor na CPI do INSS início de fevereiro, né? Como que o senhor vê esse caso aqui no Brasil na forma como um todo?  A sua análise com relação a esse caso que vem se desdobrando a cada dia.

 

Fernando Haddad:  Olha, eu penso que a Polícia Federal está fazendo um trabalho com toda a liberdade necessária para chegar aos responsáveis, à verdade, com toda a transparência. Determinação do presidente Lula que todos recebemos foi o de fazer o trabalho técnico e o mais profundo possível para apurar tudo o que aconteceu.

 

Isso vale para o Banco Central, vale para a Fazenda e vale para o Supremo. Com quem ele tem contato, ele pede a mesma coisa. Vale para a Polícia Federal, Ministério da Justiça, vale para o Ministério Público.

 

Quer dizer, o presidente, até como chefe de Estado, mais do que chefe de governo, tem que zelar para que as instituições, todas elas, cumpram os seus deveres com a responsabilidade necessária para não haver nenhum tipo de desvio, nem de acobertar nada e nem de punir quem não tenha culpa e responsabilidade no que aconteceu.

 

Mas a verdade fará muito bem para o país e sempre quando o trabalho é bem feito, o trabalho institucional é bem feito, você pode contar que as instituições vão se fortalecer. É um equívoco imaginar que combater corretamente os desmandos que acontecem, como aconteceu na REAG, como aconteceu lá com combustível no Rio de Janeiro, como aconteceu com o Márcio.

 

Nós estamos em várias frentes de trabalho atuando para responsabilizar quem tem que pagar pelo que fez.

 

 

Jornalista:  Mas na CPMI, a nível de CPMI, também tem uma tentativa da oposição de vincular esse caso com o governo. O senhor acredita que não vai levar para o lado político?

 

Fernando Haddad:  Então, isso não seria, na minha opinião, se politizar, no mau sentido da palavra, ela beneficia o criminoso.

 

Se você quer a verdade, e aí não importa de que igreja a pessoa é, de que partido a pessoa é, você vai lá e pune, pune, não importa qual é a filiação da pessoa, você pune. Isso fortalece as instituições, fortalece o partido, fortalece a igreja, fortalece o Supremo, fortalece a Receita, fortalece a polícia. Então, tudo que Situação e Oposição tem que fazer nesse momento é buscar a verdade.

 

Se você prejulgar pessoas por conta de um encontro, por conta de uma doação de campanha, se você prejulgar as pessoas, você não está fazendo o que se espera de um Estado Democrático. Agora, se você não se detém, vai levar as últimas consequências da investigação. Individualiza as condutas.

 

É esse CPF aqui que tem que pagar. E pune, está tudo bem. Tudo vai ficar bem.

 

 

( da redação com informações de assessoria e IA. Edição: Política Real)