31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenções voltadas para divulgação da arrecadação de dezembro de 2025

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 22/01/2025)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenções voltadas para os dados de arrecadação tributária federal em dezembro.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq 100: +0,9%), acompanhando a recuperação dos mercados após a redução das tensões comerciais envolvendo a Europa. O mercado agora aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, e acompanha a temporada de resultados, com balanços de Procter & Gamble, Intel e GE Aerospace ao longo do dia.

Na Europa, as bolsas abriram em forte alta (Stoxx 600: +1,3%), após Trump anunciar um acordo preliminar envolvendo a Groenlândia e descartar a aplicação de tarifas adicionais sobre aliados europeus. O alívio também reduz preocupações em torno da coesão da OTAN, embora persistam incertezas sobre o futuro do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, cuja aprovação segue suspensa.

Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: 0,0%; HSI: +0,2%), refletindo o alívio após Trump recuar das ameaças tarifárias contra a Europa e afirmar que não pretende usar força militar para adquirir a Groenlândia. No Japão, o Nikkei 225 saltou 1,7%, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, enquanto o Topix avançou 0,7%, apesar de dados de exportações de dezembro abaixo do esperado.

IBOVESPA +3,33% | 171.816 Pontos.  CÂMBIO -0,78% | 5,33/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 3,3%, registrando seu maior avanço diário desde abril de 2023 e superando, pela primeira vez, o patamar dos 170 mil pontos, aos 171.817 pontos. O movimento foi acompanhado por um desempenho positivo dos ativos globais, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas após Donald Trump sinalizar um recuo em sua intenção de utilizar força militar ou tarifas para avançar com a ideia de anexação da Groenlândia pelos EUA. No cenário doméstico, o mercado também seguiu atento ao noticiário político, repercutindo a divulgação de uma pesquisa eleitoral relevante.

O setor de Educação liderou os ganhos, com Cogna (COGN3, +11,0%) e Yduqs (YDUQ3, +8,9%), refletindo o fechamento da curva de juros. No caso da Cogna, o movimento também foi reforçado por uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -1,1%) foi o único papel a encerrar o dia em queda, após um banco de investimentos rebaixar a recomendação da ação de compra para neutro.

Nesta quinta-feira, destaque para a divulgação do Deflator do PCE de novembro nos EUA, além da decisão de política monetária no Japão. Pela temporada internacional de resultados do 4T25, os principais destaques ficam por conta dos balanços de General Electric, Intel e Procter & Gamble.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira em queda, após declarações do presidente norte americano Donald Trump que aliviaram as preocupações dos mercados sobre as tensões entre Estados Unidos e Europa envolvendo os planos de anexação da Groenlândia. As falas sinalizaram recuo nas ameaças de uso de forças militares e de tarifas comerciais adicionais, além de avanço em direção a um acordo com a Otan. Nesse cenário, as Treasuries recuaram: os títulos de 2 anos fecharam em 3,59% (-1bp); os de 10 anos, em 4,25% (-4 bps); e os de 30 anos, em 4,87% (-5 bps). No Brasil, o movimento de queda também foi influenciado por nova pesquisa eleitoral, que mostrou vantagem para Flávio Bolsonaro (mais propenso a ajustes fiscais, na visão do mercado) em relação a Lula. O fechamento das taxas foi mais pronunciado a partir do miolo da curva. O DI jan/27 encerrou a 13,73% (-7bps), o DI jan/29 a 13,12% (-12bps) e o DI jan/31 a 13,50% (-12bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta feira praticamente estável, com leve alta de 0,04%, influenciado pelo fechamento da curva de juros. Com esse desempenho, o índice acumula valorização de 0,98% no ano. No desempenho setorial, os fundos de tijolo recuaram 0,03%, enquanto os fundos de papel registraram ganho marginal de 0,04%. Entre as maiores altas do dia, destacaram se URPR11 (+4,5%), PMIS11 (+3,1%) e HABT11 (+2,0%). Já entre as principais quedas figuraram SNELL11 (-2,5%), BTAL11 (-2,3%) e SNFF11 (-1,2%).

Economia

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à tarde que seu governo chegou a um arcabouço para futuro acordo com a OTAN em relação à Groenlândia e região do Ártico. Em seguida, Trump afirmou que não aplicará tarifas (a oito países europeus contrários à anexação da Groenlândia) que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Mais cedo, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Trump havia descartado o uso da força para tomar a Groenlândia, embora tenha reforçado a intenção do governo americano de negociar imediatamente a aquisição da ilha. Os ativos financeiros se valorizam significativamente após as sinalizações de Trump. No Brasil, por exemplo, o Ibovespa saltou quase 3,5%, renovando a máxima histórica. A taxa de câmbio se apreciou em aproximadamente 1%, passando de R$/US$ 5,37 para R$/US$ 5,32.

Hoje, destaque para a divulgação do deflator das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), o principal índice de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A mediana das expectativas de mercado aponta para alta de 0,2% em novembro comparado a outubro, e de 2,8% no acumulado em 12 meses. A agenda inclui também indicadores da atividade econômica americana, como renda e gastos pessoais de novembro, PIB do 3T25 (estimativa final) e pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada.

No Brasil, atenções voltadas para os dados de arrecadação tributária federal em dezembro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)