DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil sem índices de destaque e todo mundo de olho na fala de Trump em Davos
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(Brasília-DF, 21/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, sem destaque de índices com todo mundo de olho no discurso de Donald Trump, em Davos.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,1%), ensaiando uma recuperação após o pior dia de negociações desde outubro. O movimento ocorre após uma forte liquidação na sessão de terça-feira, quando o S&P 500 recuou 2,1% e o Nasdaq perdeu 2,4%, levando os principais índices ao pior desempenho diário desde 10 de outubro e colocando S&P 500 e Nasdaq em território negativo em 2026. As perdas vieram após o presidente Donald Trump intensificar ameaças tarifárias ligadas à Groenlândia, o que desencadeou um “sell America trade”, com alta das taxas das Treasuries e queda do dólar.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%). O movimento reflete a retórica mais agressiva de Trump sobre a Groenlândia e a possibilidade de novas tarifas contra países europeus que bloqueiem a iniciativa, reacendendo temores de uma guerra comercial transatlântica. Autoridades europeias reagiram duramente: a presidente da Comissão Europeia classificou as propostas como um erro que pode levar a uma “espiral descendente perigosa”, enquanto líderes discutem possíveis retaliações, incluindo o uso do Instrumento Anti-Coerção da UE.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,1%; HSI: +0,4%), à medida que investidores buscavam proteção diante das incertezas geopolíticas e comerciais. O ouro subiu mais de 1% e renovou máxima histórica, refletindo a demanda por ativos defensivos. No Japão, o Nikkei caiu 0,4% e o Topix recuou 1,0%. O desempenho mais cauteloso acompanha a repercussão global das ameaças tarifárias dos EUA, enquanto investidores avaliam o risco de retaliações da Europa e o impacto potencial sobre comércio, fluxos financeiros e crescimento global.
BOVESPA +0,87% | 166.276 Pontos. CÂMBIO +0,26% | 5,37/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,9%, aos 166.277 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -2,1%; Nasdaq, -2,1%), que foram pressionados pelo aumento das tensões geopolíticas e tarifárias entre os Estados Unidos e a Zona do Euro, em meio às discussões envolvendo a questão da Groenlândia. Com esse desempenho, as ações brasileiras renovaram máximas históricas.
Entre os destaques positivos do dia, C&A (CEAB3, +4,3%) avançou em um movimento de recuperação parcial, após uma sequência recente de quedas motivadas pelo aumento das preocupações do mercado com os resultados do 4T25 da companhia. Na ponta negativa, B3 (B3SA3, -2,9%) recuou após uma sequência de pregões positivos, período no qual o papel acumulava alta de 8,7% em 2026.
Nesta quarta-feira, pela temporada internacional de resultados do 4T25, divulgação dos balanços de Charles Schwab e Johnson & Johnson em foco.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a terça-feira em alta, seguindo a maior aversão a risco nos mercados globais devido ao aumento das tensões geopolíticas e comerciais entre EUA e Europa. O presidente norte-americano Donald Trump reforçou ameaças tarifárias contra a União Europeia caso o bloco resista à sua tentativa de anexar a Groenlândia (hoje pertencente à Dinamarca). Com isso, as Treasuries de 2 anos fecharam em 3,60%; as de 10 anos em 4,29% e as de 30 anos em 4,92%. No Brasil, houve ainda leilão reduzido de NTN-Bs (450 mil títulos vs. 1,15 milhão na semana passada), colocado integralmente. DI jan/27 fechou em 13,81% (+5bps); DI jan/29 em 13,28% (+9bps); DI jan/31 em 13,61% (+13bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça‑feira em leve queda de 0,07%, aos 3.810,80 pontos, influenciado pela abertura da curva de juros. O movimento foi pressionado principalmente pelos fundos de papel (-0,18%) e pelos fundos de fundos (-0,21%), segmento que tende a ser mais sensível às oscilações da curva de juros, enquanto os fundos de tijolo permaneceram praticamente estáveis. Com esse desempenho, o IFIX acumula alta de 0,94% no ano. Entre os destaques positivos da sessão, figuraram VINO11 (+3,0%), RBFF11 (+1,9%) e TGAR11 (+1,5%). Já entre as principais quedas, destacaram‑se URPR11 (-1,9%), XPSF11 (-1,6%) e BTAL11 (-1,6%).
Economia
O cenário internacional segue dominando o noticiário econômico. Na China, Xi Jinping reforçou a estratégia de manter a manufatura relevante e reequilibrar a economia entre consumo, investimento, oferta e demanda, após crescimento de 5,0% em 2025 e com novas políticas previstas para 2026–2030, com foco em consumo interno e serviços; no Reino Unido, a inflação acima do esperado em dezembro (CPI em 3,4%) pode atrasar novos cortes de juros pelo Banco da Inglaterra; na Europa, o acordo de livre comércio UE–Mercosul, que pode criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, aguarda decisão do Parlamento sobre envio ao Tribunal de Justiça da UE, o que pode redefinir seu cronograma de implementação.
Na agenda do dia, o destaque é o discurso de Donald Trump em Davos, em meio a tensões recentes com a Europa, que já vêm afetando os mercados financeiros.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)