Donald Trump, em coletiva de aniversário anual de seu segundo mandato, disse que tem várias reuniões em Davos para tratar de Groelândia e criticou a OTAN: "Se a OTAN não tiver a gente, a OTAN não é muito forte."
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 20/01/2025) Nesta terça-feira, 20, em fala seguida de entrevista coletiva na Casa Branca, por conta do evento face a o primeiro ano de seu segundo mandato presidencial, Donald Trump, antes de sua viagem a Davos para participar do Fórum Econômico Mundial, afirmou que realizaria diversas reuniões para discutir sua intenção de assumir o controle da Groenlândia.
"Temos muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia e acho que tudo vai dar certo", disse Trump durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, na qual elogiou seu desempenho no primeiro ano de seu segundo mandato.
Questionado se assumir o controle da Groenlândia valeria a pena, considerando o risco de uma possível ruptura da aliança militar da OTAN, Trump disse estar confiante de que um acordo poderia ser alcançado.
"Algo vai acontecer que será bom para todos", afirmou. "Acho que vamos chegar a um acordo e a OTAN ficará muito satisfeita, assim como nós, mas precisamos disso por questões de segurança."
Mais cedo naquele dia, Trump havia dito que "não havia volta" em seu objetivo de controlar a Groenlândia, recusando-se a descartar a possibilidade de tomar a ilha ártica pela força.
Trump também afirmou ter melhorado a OTAN ao instar os membros a investirem 5% do seu PIB em defesa e ter tornado a aliança "muito melhor, muito mais forte".
"A OTAN só é tão boa quanto nós", disse ele sobre os Estados Unidos. "Se a OTAN não tiver a gente, a OTAN não é muito forte."
Mais
O presidente Donald Trump questionou na terça-feira se a OTAN apoiaria os Estados Unidos caso estes solicitassem o apoio militar da aliança.
"O meu grande receio em relação à OTAN é que gastamos enormes quantias de dinheiro com eles e sei que iremos em seu auxílio, mas questiono se eles virão em nosso auxílio", disse Trump na sala de imprensa da Casa Branca, ao falar sobre as conquistas do seu primeiro ano de mandato.
A sua avaliação surge apesar do acordo de defesa coletiva da OTAN, conhecido como Artigo 5, que estipula que um ataque contra um membro será considerado um ataque contra todos. O Artigo 5 só foi acionado uma vez, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando todos os seus aliados responderam positivamente.
As declarações também ocorrem num momento em que Trump pressiona pelo controle da Groenlândia, território pertencente à Dinamarca, outro membro da OTAN, aumentando os receios de uma ruptura que poderá desestabilizar a aliança.
Mais
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (20) que "deveria ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por todas as guerras", após questionar por que não havia recebido a premiação.
Segundo o presidente, ele deveria ter sido condecorado por ter "salvado milhões de vidas" através de intervenções militares de Washington ordenadas por ele.
"Eu deveria ter recebido o Prêmio Nobel por todas as guerras, mas não digo isso. Salvei milhões e milhões de pessoas. E que ninguém diga que a Noruega não controla o Nobel, está bem? O Nobel é da Noruega. A Noruega controla o Nobel. É uma piada. Eles perderam tanto prestígio", disse Trump em uma coletiva de imprensa.
O presidente acrescentou que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que recebeu o prêmio, inspirou "respeito" nele por ter dito: "'Eu não mereço o Prêmio Nobel. Ele merece'".\
Ainda sobre a Venezuela, Donald Trump, disse nesta coletiva de imprensa na Casa Branca, que "agora" ama a Venezuela e que as autoridades venezuelanas responsáveis pelo governo trabalham "muito bem" com sua administração.
"Agora eu adoro a Venezuela, eles têm trabalhado muito bem conosco", disse Trump, indicando que a mudança na Venezuela ocorreu devido à sua política contra o "narcoterrorismo" e que, portanto, é um exemplo de ações contra o crime.
Desde que os EUA realizaram a invasão militar da Venezuela e bombardearam massivamente o país, resultando em mais de 100 mortes e no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro, o país afirmou em diversas ocasiões que seu relacionamento atual com Caracas é "excelente".
Trump também disse que, há alguns dias, conversou com a extremista e ultraconservadora María Machado, que promoveu a invasão militar da Venezuela, e a descreveu como "uma mulher muito simpática".
"Estamos conversando com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma", pontuou.
Por conta da crise que existe entre a Casa Branca em Minessota ele fez crítica a Somália que tem um população de imigrantes por lá.
Trump não considera a Somália, uma nação localizada no leste da África, como um "país".
"A Somália nem sequer é um país. Eles não têm nada que se assemelhe a um país", disse o presidente dos EUA nesta terça-feira (20).
"E se for um país, é considerado um dos piores do mundo", insistiu Trump à imprensa.
A declaração surge em meio a uma postura cada vez mais intransigente da Casa Branca em relação aos refugiados e imigrantes somalis nos EUA, após escândalos de supostas fraudes em creches em Minnesota e novos obstáculos à chegada e permanência de cidadãos desse país.
( da redação com informações RT, AFP, AP, DW. Edição: Política Real)