31 de julho de 2025
DAVOS

Emmanuel Macron, em Davos, diz que competição com EUA via tarifas é “inaceitável”, fala de “ambições imperiais” com “cenário de decadência da ordem mundial”

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Por Politica Real com agências
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(Brasília-DF, 20/01/2026). Na manhã desta terça-feira, 20, no plenário principal do Forum de Davos, nos Alpes suíços, o presidente francês Emmanuel Macron declarou a política dos EUA sobre acordos comerciais e novas tarifas "inaceitável".

"A competição dos EUA — por meio de acordos comerciais que prejudicam nossos interesses de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subjugar a Europa — combinada com o acúmulo interminável de novas tarifas, é fundamentalmente inaceitável", afirmou.

Macron também alertou para um ressurgimento de "ambições imperiais" e "uma tendência para um mundo sem regras, onde o direito internacional é desrespeitado e onde a única lei que parece importar é a lei do mais forte".

O presidente francês observou que isso também representa "uma mudança rumo a um mundo sem governança coletiva eficaz, onde o multilateralismo é enfraquecido por forças que o obstruem ou se distanciam dele, e onde as normas estão se erodindo".

Como solução para esse problema, "diante de um mundo de decisões brutais", Macron propôs "por um lado, maior soberania e autonomia para os europeus e, por outro, um multilateralismo eficaz que produza resultados por meio da cooperação".

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Macron descreveu o cenário de decadência da ordem mundial, alertando que o planeta está entrando em uma fase perigosa onde "o multilateralismo é enfraquecido por potências que o obstruem ou lhe viram as costas" e onde "as normas são minadas".

"Observem a situação em que nos encontramos. Refiro-me à virada para a autocracia em detrimento da democracia, ao aumento da violência, às mais de 60 guerras em 2024, um verdadeiro recorde", afirmou. Além disso, ressaltou que os conflitos, longe de serem excepcionais, "se normalizaram, tornaram-se híbridos e se expandiram para novas demandas".

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)