DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil sem destaques relevantes de mercado
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(Brasília-DF,20/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em queda e no Brasil sem destaques para hoje.
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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA apresentam forte queda (S&P 500: -1,8%; Nasdaq 100: -2,1%), após o presidente Donald Trump intensificar a retórica sobre a Groenlândia e ameaçar impor novas tarifas a países que se oponham à aquisição do território. Trump afirmou que importações de oito países europeus enfrentarão tarifas que começam em 10% em fevereiro e sobem para 25% em junho, caso não haja acordo. Além disso, o presidente ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses e criticou o Reino Unido, ampliando temores de uma escalada comercial. Os mercados também refletem o aumento da incerteza geopolítica, a expectativa por decisões judiciais sobre a legalidade das tarifas e a divulgação de resultados corporativos ao longo da semana.
Na Europa, as bolsas operam em forte queda (Stoxx 600: -1,4%), pressionadas pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos ligadas à Groenlândia. Todos os setores e principais bolsas da região recuam, com destaque negativo para montadoras e empresas de bebidas e luxo. A ameaça de tarifas de 200% sobre vinhos franceses derrubou ações de grupos como LVMH e Remy Cointreau. O mercado acompanha ainda o início do Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump deve discursar na quarta-feira.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,3%; HSI: -0,3%), assim como no restante da Ásia, refletindo o aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a Europa. O Nikkei caiu 1,1% e o Topix recuou 0,8%, em meio à incerteza política após o anúncio de eleições antecipadas no Japão e à alta dos rendimentos dos títulos públicos de longo prazo, com o yield do papel de 40 anos atingindo 4% pela primeira vez. Investidores seguem atentos a possíveis retaliações comerciais, ao ambiente regulatório chinês e ao impacto da escalada tarifária.
IBOVESPA +0,03% | 164.849 Pontos. CÂMBIO -0,16% | 5,36/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a segunda-feira próximo da estabilidade, com leve alta de 0,03%, em um dia de menor liquidez, em função do feriado nos EUA, com os mercados americanos permanecendo fechados.
Entre os destaques positivos, ações cíclicas como IRB (IRBR3, +3,6%) e Cury (CURY3, +2,9%), se beneficiaram do fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, CSN (CSNA3, -3,2%) recuou, refletindo a queda dos preços do minério de ferro.
Nesta terça-feira, pela temporada internacional de resultados do 4T25, foco para divulgação dos balanços de 3M, Netflix e US Bancorp.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira em queda, visto como um movimento de ajuste em dia de feriado de Martin Luther King Jr. nos EUA (e, portanto, de liquidez reduzida nos mercados). Em termos de divulgação de dados no Brasil, as expectativas para o IPCA de 2026 apresentaram melhora no boletim Focus, de 4,05% para 4,02%, colaborando para o fechamento da curva. DI jan/27 fechou em 13,76% (-4bps); DI jan/29 em 13,17% (-3bps); DI jan/31 em 13,48% (-2bps).
IFIX
O IFIX encerrou a segunda‑feira em alta de 0,11%, renovando sua máxima histórica ao fechar aos 3.813,38 pontos, em um movimento influenciado pelo fechamento da curva de juros. Com o avanço, o índice acumula valorização de 1,01% no ano. No desempenho setorial, os fundos de tijolo permaneceram praticamente estáveis, enquanto os fundos de papel registraram ganho de 0,28%. Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se ICRI11 (+2,7%), VGIP11 (+1,7%) e BROF11 (+1,2%). Já entre as principais quedas figuraram JSCR11 (-2,1%), RBFF11 (-1,2%) e BCRI11 (-1,2%).
Economia
Existe a expectativa de que a Suprema Corte dos Estados Unidos possa realizar o julgamento sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Caso a Corte considere que Trump excedeu sua autoridade, pode obrigar o governo americano a devolver dezenas de bilhões de dólares em tributos. O governo norte‑americano, por sua vez, tem defendido a validade das tarifas ao argumentar que elas são parte essencial de sua estratégia econômica e de política externa.
Os juros dos títulos do governo japonês de 10 anos subiram para 2,27%, o maior valor em 27 anos, após notícias de que o governo pretende cortar o imposto de 8% sobre alimentos, medida que agrava a situação fiscal do país. Na China, o banco central decidiu em manter as taxas de 1 e 5 anos inalteradas, em 3,0% e 3,5% respectivamente.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)