31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais começam em queda e no Brasil uma agenda intensa na semana com divulgação das vendas varejistas (PMC) e as receitas de serviços (PMS) - Banco Central publicará o IBC-Br, uma proxy mensal do PIB.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em baixa Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 12/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados operam em queda e no Brasil uma semana intensa em que o IBGE divulgará as vendas varejistas (PMC) e as receitas de serviços (PMS). Já o Banco Central publicará o IBC-Br, uma proxy mensal do PIB.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,0%), após o Departamento de Justiça abrir uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A notícia elevou a aversão a risco, com investidores reduzindo exposição diante do temor de interferência política na política monetária e de um enfraquecimento da independência do Fed. Com o aumento das tensões institucionais, o índice de volatilidade (VIX) avançou, enquanto o ouro sobe cerca de 2%, refletindo busca por proteção. O mercado também se prepara para o início da temporada de resultados, com grandes bancos dos EUA divulgando balanços nos próximos dias.

Na Europa, as bolsas operam em leve queda nesta segunda-feira (Stoxx 600: -0,2%), com investidores acompanhando tanto a pressão política sobre o Fed quanto os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio, especialmente no Irã. O noticiário corporativo traz movimentos pontuais positivos, como a alta de quase 8% da BE Semiconductor após forte crescimento nos pedidos, além de ganhos em Abivax, impulsionada por rumores de aquisição.

Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,7%; HSI: +1,4%). O movimento ocorreu junto da queda dos preços do petróleo, que recuam com o mercado avaliando possíveis intervenções dos EUA no Irã e seus impactos limitados sobre a oferta global. O ouro renovou recordes, reforçando o ambiente defensivo global. No restante da Ásia, o Japão permaneceu fechado por feriado, e o iene se desvalorizou fortemente, atingindo mínima de um ano frente ao dólar. O destaque da região ficou para a Coreia do Sul, onde o Kospi renovou máximas históricas (+0,8%).

Na agenda internacional desta semana, destaque para a divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos em dezembro. Ainda na economia americana, os agentes de mercado irão monitorar os dados de vendas varejistas de novembro e produção industrial de dezembro.

IBOVESPA +0,27% | 163.370 Pontos.  CÂMBIO -0,28% | 5,37/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,8% em reais e 2,9% em dólares, aos 163.370 pontos.

Cogna (COGN3, +17,6%) foi o principal destaque positivo da semana, após elevação de recomendação por um banco de investimentos.

Na ponta negativa, C&A (CEAB3, -13,1%) recuou, refletindo o aumento das preocupações dos investidores com os resultados do 4T25, que serão divulgados em 24 de fevereiro. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com abertura ao longo da curva e ganho de inclinação. Após uma semana de menor liquidez, a sexta-feira (09) trouxe dados econômicos relevantes nas esferas local (IPCA) e internacional (relatório de emprego dos EUA), que influenciaram os preços – vide abaixo. As taxas de juro real apresentaram leve alta, com os rendimentos das NTN-Bs com vencimento em 2030 fechando em 7,81% a.a. (vs. 7,68% na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 13,76% (+5,6bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 13,07% (+2,2bps); DI jan/29 em 13,06% (+0,5bps); DI jan/31 em 13,35% (+2,2bps); DI jan/35 em 13,52% (+14,9bps). Nos EUA, rendimentos da T-Note de 2 anos terminaram o dia em 3,54% (+7bps vs. semana anterior); T-Note de 10 anos em 4,18% (- 1bps); T-Bond de 30 anos 4,82% (-4bps).

IFIX

O IFIX registrou alta de 0,28% na semana, impulsionado principalmente pelos segmentos híbridos e FOFs, que avançaram 0,83% e 34%, respectivamente. Os fundos de papel registram alta de 0,20% na semana, enquanto os fundos de tijolo avançaram 0,12%, pressionados pelo segmento de logística, que apresentou queda de 0,32%, refletindo spreads mais comprimidos em relação ao padrão histórico, especialmente quando comparados aos segmentos de shoppings e lajes corporativas.

Economia

Os preços do ouro atingiram nível recorde acima de US$ 4.580 por onça, impulsionados por preocupações com a autonomia do Fed, banco central dos Estados Unidos, e tensões geopolíticas no Irã. Por fim, após 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul.

No Brasil, a inflação medida pelo IPCA subiu 0,33% em dezembro, em linha com as projeções, e fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto do intervalo de tolerância da meta (4,5%). Esse resultado confirma um cenário de desinflação gradual, mas com sinais mistos.

No Brasil, as atenções estarão voltadas para indicadores de atividade econômica referentes a novembro. O IBGE divulgará as vendas varejistas (PMC) e as receitas de serviços (PMS). Já o Banco Central publicará o IBC-Br, uma proxy mensal do PIB.

(da redação com informações de agências. Edição: Política Real)