31 de julho de 2025
ECONOMIA

IGP-DI encerra o ano de 2025 com queda acumulada de -1,20%, informa FGV-IBRE

Com variação de 0,10% em dezembro, o IGP-DI encerra em queda sob influência das matérias-primas brutas do índice ao produtor

Por Politica Real com agências
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FGV -IBRE divulga o IGP-Di 2025. Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 08/01/2026) Na manhã desta quinta-feira, 08, o FGV-IBRE divulgou o seu IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI)  que sobe 0,10% em dezembro.

No mês de novembro, a taxa foi de 0,01%. De janeiro a dezembro de 2025, o índice acumulou queda de 1,20%. Em dezembro de 2024, o IGP-DI havia registrado alta de 0,87% e acumulava alta de 6,86% em 12 meses.

“O IGP-DI encerrou 2025 com queda de 1,20%, refletindo principalmente o comportamento do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 3,61% no ano — o primeiro resultado anual negativo desde 2023, quando havia registrado -5,92%. Esse movimento foi puxado por quedas expressivas nos preços da indústria extrativa e da agricultura. A retração do IGP-DI, no entanto, não foi mais intensa porque o índice ainda encontrou sustentação em pressões inflacionárias presentes em outros componentes. No âmbito dos preços ao consumidor, apesar do alívio observado nos alimentos, os segmentos de serviços e habitação permaneceram pressionados. Já na construção civil, a principal fonte de alta foi o avanço dos custos de mão de obra.", avaliou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) fica em 0,03% em dezembro.

Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) sobe 0,03%, invertendo o comportamento em relação ao mês de novembro, quando caíra 0,11%. Entre os estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 0,08%, repetindo a taxa do mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, desacelerou de 0,48% em novembro para -0,05% em dezembro. Já o grupo de Bens Intermediários subiu 0,12% em dezembro, após cair 0,03% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,19%, após variar 0,07%, em novembro. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou queda de 0,06% em dezembro, porém em menor intensidade quando comparada a taxa de novembro, de -0,30%.

IPC sobe 0,28% em dezembro

Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de 0,28%, repetindo a taxa de variação do mês anterior. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, três apresentaram avanços nas suas taxas de variação: Transportes (-0,03% para 0,38%), Alimentação (-0,03% para 0,13%) e Vestuário (-0,87% para 0,27%). Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (2,15% para 1,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% para 0,07%), Habitação (0,30% para 0,20%), Despesas Diversas (0,22% para 0,08%) e Comunicação (0,11% para 0,02%) exibiram recuo em suas taxas de variação.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) sobe 0,21% em dezembro

Em dezembro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,21%, abaixo da taxa de 0,27% registrada em novembro. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentos distintos em suas respectivas taxas de variação na transição de novembro para dezembro: Materiais e Equipamentos desacelerou de 0,28% para 0,15%; Serviços repetiu a taxa de 0,14% registrada em novembro; e Mão de Obra avançou de 0,28% para 0,29%.

Núcleo de Inflação e Índice de Difusão do consumidor

O Núcleo do IPC subiu 0,33% em dezembro, próximo à taxa registrada em novembro, de 0,31%. Dos 85 itens que compõem o índice, 41 foram desconsiderados no cálculo do núcleo: 21 apresentaram variações inferiores a 0,02%, limite inferior da banda de corte, e 20 registraram taxas acima de 0,59%, limite superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 61,29%, 9,03 pontos percentuais acima do resultado de novembro, quando foi de 52,26%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)