31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil é dia de dados do MDIC sobre dezembro

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em estabilidade Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 06/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil é dia do MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: 0,0%). O movimento ocorre após uma forte alta dos mercados na segunda-feira, quando o Dow Jones avançou cerca de 1,2% e fechou em máxima histórica, enquanto o S&P 500 subiu 0,6% e o Nasdaq ganhou quase 0,7%. O rali veio após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e do discurso do presidente Donald Trump incentivando empresas americanas de energia a investirem na Venezuela. A reação do mercado sugere que os investidores seguem confortáveis com ativos de risco no início do ano, avaliando que o episódio não deve desencadear um conflito geopolítico mais amplo.

Na Europa, as bolsas abriram em alta (Stoxx 600: +0,2%), com alguns índices tocando máximas históricas, acompanhando o bom humor global após a reação positiva nos EUA aos desdobramentos na Venezuela. Entre os destaques, as ações da InPost dispararam mais de 15% após a empresa anunciar que recebeu uma proposta indicativa de aquisição, enquanto a Novo Nordisk avançou cerca de 4,5% após o lançamento de sua pílula para perda de peso Wegovy nos Estados Unidos.

Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,6%; HSI: +1,4%), acompanhando o rali de ações ligadas ao setor de defesa na Ásia após os eventos na Venezuela. No restante da Ásia, o Japão liderou os ganhos na região, com o Nikkei subindo mais de 1,3% e o Topix renovando máximas históricas, impulsionados por empresas do setor de defesa. A Coreia do Sul também avançou, enquanto a Austrália fechou em queda.

IBOVESPA + 0,83% | 161.869 Pontos.  CÂMBIO – 0,34% | 5,40/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em alta de 0,8%, aos 161.870 pontos, em linha com os mercados globais (S&P500, +0,6%; Nasdaq, +0,8%) e apesar da repercussão da operação de captura de Nícolas Maduro na Venezuela.

As companhias de construção civil, como MRV (MRVE3, +6,1%), Cyrela (CYRE3, +5,5%) e Direcional (DIRR3, +5,1%), se beneficiaram do fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, C&A (CEAB3, -15,7%) caiu significativamente em meio ao aumento das preocupações dos investidores com o resultado da companhia para o 4T25.

Para o pregão desta terça-feira, destaque para a divulgação do PMI de serviços nos EUA e Zona do Euro referente a dezembro.

Renda Fixa

Os juros futuros apresentaram movimentos mistos na segunda-feira, com maior destaque para a queda nos vencimentos intermediários. A operação militar dos EUA na Venezuela trouxe expectativa de maior oferta global de petróleo e efeito desinflacionário, favorecendo alívio nas pontas mais sensíveis à Selic. O dólar também recuou frente ao real, em linha com o ambiente externo mais benigno. DI jan/27 em 13,700% (+0,1bp); DI jan/28 em 12,995% (-4,5bps); DI jan/29 em 13,015% (-4,0bps); DI jan/31 em 13,335% (+1,3bp). Nos Estados Unidos, as Treasuries cederam levemente em busca por segurança diante do contexto geopolítico. T-note 2y em 3,460% (-1,0bp); T-note 10y em 4,170% (-2,0bps); T-bond 30y em 4,850% (-1,0bp).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de segunda-feira com alta de 0,11%, acumulando alta de 0,20% em janeiro de 2026. Os fundos de papel registraram alta de 0,19%, enquanto os fundos de tijolos apresentaram leve queda de 0,03%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se GRUL11 (3,7%), JSCR11 (2,8%) e MCRE11 (2,1%). Já entre as principais quedas, figuraram TGAR11 (-1,6%), RBVA11 (-1,6%) e PSEC11 (-1,5%).

Economia

Ontem, Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina da Venezuela. Donald Trump declarou que os Estados Unidos “estão no comando” do país e advertiu que, se Delcy não cooperar, “pagará um preço muito alto, provavelmente maior que Maduro”. Por sua vez, o governo brasileiro condenou a ação e afirmou que o presidente Lula já conversou com Delcy Rodríguez.

Na agenda internacional, destaque para a divulgação de PMIs – sondagens empresariais que buscam captar o pulso da atividade econômica – nos EUA. No Brasil, o MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)