Delcy Rodriguez, que disse que deseja cooperar com os EUA, disse na posse como presidente interina da Venezuela que o casal maduro é de “heróis” e recebe apoio público de Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador preso nos EUA
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Com agências.
(Brasília-DF, 05/01/2025). Nesta segunda-feira, 05, em Caraca, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela. Ela foi empossada pelo irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país.
Durante a cerimônia, afirmou que assumia o cargo “com dor, devido ao sofrimento que foi causado ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria”.
Rodríguez se referiu a Maduro e à esposa dele como “dois heróis” e prometeu garantir a paz no país, “a tranquilidade espiritual do nosso povo, a tranquilidade econômica e social do nosso povo”.
Aos 56 anos, Rodríguez é aliada de Maduro e atuou como vice-presidente desde 2018. Ela também já ocupou o cargo de ministra da Economia e das Finanças da Venezuela.
Nicolás Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, manifestou apoio público e explícito a Delcy Rodríguez durante sessão da Assembleia Nacional que a oficializou como presidente interina..
Em discurso, ele afirmou que a captura de seu pai não quebrou a coesão do grupo nem a lealdade interna. “Talvez tenham sequestrado Nicolás e Cilia, mas não sequestraram a consciência de um povo que decidiu ser livre”, declarou.
Dirigindo-se diretamente a Delcy Rodríguez, ele foi enfático ao oferecer respaldo político e pessoal. “A você, Delcy, meu apoio incondicional para a dura tarefa que está pela frente. Conte comigo. Conte com a minha família”, afirmou.
A declaração contraria especulações de bastidores sobre conflitos entre Rodríguez e o entorno de Maduro após a operação dos EUA.
No discurso, Maduro Guerra descreveu a detenção do pai como um ataque ao direito internacional e à soberania venezuelana. “Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação que não decida se submeter”, disse. Para ele, o episódio não é apenas um conflito político, mas “uma ameaça direta à estabilidade global”.
( da redação com agências. Edição: Política Real)