DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil o primeiro destaque da semana será a divulgação do IPCA de dezembro
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(Brasília-DF, 05/01/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil o primeiro destaque da semana será o IPCA de dezembro.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: 0,7%). O movimento ocorre após uma sessão mista na sexta-feira, primeiro pregão de 2026, quando o S&P 500 fechou no campo positivo e o Nasdaq terminou próximo da estabilidade. Apesar da escalada geopolítica, após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, parte do mercado avalia que o impacto será limitado, dado que a Venezuela produz menos de 1 milhão de barris de petróleo por dia, representando menos de 1% da produção global. Os investidores também aguardam, ao longo da semana, a divulgação do payroll de dezembro, prevista para sexta-feira.
Na Europa, as bolsas abriram em alta nesta segunda-feira (Stoxx 600: +0,4%), acompanhando os desdobramentos na Venezuela. O destaque fica para o setor de defesa, levando o índice europeu de aeroespacial e defesa a subir mais de 2,5%. Os preços do petróleo sobem levemente, à medida que investidores avaliam possíveis impactos nas exportações venezuelanas, embora a produção do país seja limitada.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +1,9%; HSI: 0,0 %), impulsionados por ações do setor de defesa após a captura de Maduro, mas pressionado por ações de energia. O Japão iniciou o ano em forte alta, com o Nikkei subindo quase 3% e o Topix renovando máximas, puxados por empresas ligadas à defesa. Apesar da tensão geopolítica, o petróleo recua e o ouro sobe mais de 2%, refletindo busca por proteção e avaliação de risco limitado para a oferta global.
IBOVESPA -0,36% | 160.538 Pontos. CÂMBIO -1,18% | 5,43/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,2% em reais, mas em alta de 1,9% em dólares, aos 160.539 pontos. O principal índice de ações do Brasil fechou 2025 com seu melhor desempenho anual desde 2016, acumulando alta de 34,0% em reais e 50,9% em dólares.
CVC (CVCB3, +6,3%) foi um dos principais destaques positivos da semana, beneficiada pelo fechamento da curva de juros. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -6,1%) registrou forte queda após o anúncio da China de restrições à importação de carne bovina brasileira. Veja o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram o primeiro pregão do ano (2) em queda firme ao longo da curva. O movimento refletiu a retirada parcial de prêmios acumulados em dezembro, enquanto a desvalorização do dólar (-1,16%, a R$ 5,4256) reforçou o alívio sobre expectativas inflacionárias. DI jan/27 fechou em 13,700% (-10,5bps); DI jan/28 em 13,050% (-12,0bps); DI jan/29 em 13,060% (-13,0bps); DI jan/31 em 13,330% (-14,2bps). Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries subiram nas pontas intermediária e longa, com a curta próxima da estabilidade, diante da ausência de catalisadores relevantes. T-note 2y em 3,470% (0,0bps); T-note 10y em 4,190% (+1,0bps); T-bond 30y em 4,860% (+2,0bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de sexta-feira com alta de 0,09%, impulsionado pelo fechamento da curva de juros. Os fundos de papel avançaram 0,19%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta mais moderada, de 0,12%. Entre os destaques negativos, os fundos de fundos e os híbridos recuaram 0,40% e 0,12%, respectivamente. Nas maiores altas do dia, destacaram-se URPR11 (+4,0%), SNFF11 (+2,7%) e DEVA11 (+2,6%). Já entre as principais quedas, figuraram PMIS11 (-5,6%), HTMX11 (-4,5%) e TRBL11 (-3,8%). Confira o resumo semanal.
Economia
No final de semana, Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Maduro agora está sujeito a acusações de tráfico de drogas em Nova Iorque. Trump afirmou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela até a eleição de um novo governo e permitirão a entrada de grandes companhias petrolíferas norte-americanas no país. O evento pressionou os preços do petróleo, diante da expectativa de aumento da oferta global. Por sua vez, o dólar dos Estados Unidos se valorizou após os eventos na Venezuela, provavelmente refletindo movimento de busca por ativos de qualidade.
Na agenda internacional desta semana, conheceremos os principais indicadores de mercado de trabalho de dezembro dos Estados Unidos, com ênfase ao Payroll e à taxa de desemprego. Na China, serão divulgados os índices de inflação ao consumidor e ao produtor do último mês. Na Zona do Euro, destaque para a leitura preliminar do CPI de dezembro.
No Brasil, o protagonista da próxima semana será o IPCA de dezembro e, por consequência, o fechamento anual do índice. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de novembro (PIM-PF), ao passo que o MDIC trará ao público as estatísticas comerciais de dezembro.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)