31 de julho de 2025
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Estados Unidos explica ação que capturou Nicolas Maduro e sua esposa na Venezuela

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Por Politica Real com agências
Publicado em
General John Daniel Caine Foto: imagem de streaming

(Brasília-DF, 03/01/2025). Neste sábado, 03, durante a entrevista coletiva o presidente Donald Trump, dos Estados, para tratar da operação em que o exército de seu país deteve o presidente da Venezuela e sua esposa  destacou a iniciativa como "um dos ataques mais precisos" da história militar do país.

A ação foi liderada pelo general John Daniel "Razin" Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA.

Em entrevista coletiva na residência de Trump na Flórida, Caine descreveu como foi a operação: "discreta, precisa e executada no momento mais escuro da noite".

'Meses de preparação'

O general Caine afirmou que as forças militares e de inteligência dos EUA estavam trabalhando há meses no planejamento e na preparação da intervenção na Venezuela, que chamaram de Operação Resolução Absoluta (Absolute Resolve).

Segundo o alto comandante militar, a ação incluiu o envio de tropas, navios e aeronaves para a região, bem como operações da Agência Central de Inteligência (CIA), da Agência de Segurança Nacional (NSA) e da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA).

Um dos objetivos era estudar Maduro e seu entorno, segundo Caine: como ele se movia, onde morava, para onde ia, como se vestia e até mesmo quais animais de estimação o cercavam.

O general garantiu que estavam prontos para executar o plano desde os últimos dias de dezembro, mas optaram pela noite de sexta-feira e madrugada de sábado, em parte devido às condições favoráveis de visibilidade na área de Caracas.

"Era crucial escolher o dia ideal para minimizar o potencial impacto sobre os civis e maximizar o elemento surpresa", segundo Caine.

Então, seguiram-se cinco horas de ação militar para a "extração" de Maduro e sua esposa.

22:40

Pouco antes das 23h de sexta-feira (hora dos EUA), Trump deu a autorização a partir de sua residência na Flórida. "O presidente nos disse: 'Boa sorte e que Deus os proteja'", explicou Caine.

Então, o Estado-Maior Conjunto ordenou o envio de 150 aeronaves que partiram de terra e mar perto do espaço venezuelano.

As aeronaves voaram a cerca de 30 metros acima do nível do mar em direção a Caracas, a capital venezuelana, que está separada da costa por uma cordilheira.

Os helicópteros que lideravam o avanço começaram então a usar "recursos", disse Caine sem dar detalhes, para abrir caminho até seu objetivo: o complexo onde Maduro se encontrava.

Eles eram apoiados em diferentes posições por caças F-18, A-18, E-2, bombardeiros B-1 e unidades não tripuladas.

"Quando a força começou a se aproximar de Caracas, o componente conjunto começou a desmantelar e neutralizar os sistemas de defesa antiaérea da Venezuela, utilizando armamento para garantir a passagem segura dos helicópteros até o objetivo", explicou o chefe militar.

Ele garantiu que, assim que suas tropas cruzaram a cordilheira de Caracas, determinaram que o "elemento surpresa" havia sido totalmente preservado

1:01

As aeronaves chegaram por volta da 1 da manhã (2 da manhã em Caracas) ao complexo onde Maduro e sua esposa estavam hospedados.

Lá, as forças americanas enfrentaram uma reação: "Os helicópteros foram alvo de tiros e responderam com força avassaladora para se defenderem".

Segundo Caine, uma das aeronaves foi atingida, mas permaneceu operacional. Trump e seus funcionários garantiram que os EUA não sofreram baixas de nenhum tipo.

O chefe militar não deu mais detalhes sobre as circunstâncias em que Maduro e sua esposa foram detidos, se eles ofereceram resistência pessoalmente ou se tinham algum equipamento de proteção.

"Maduro e sua esposa se renderam", limitou-se a dizer.

Trump, que acompanhou a operação ao vivo de uma sala especial em sua residência na Flórida, afirmou que eles estavam em "uma casa que era mais como uma fortaleza". Supostamente, o presidente venezuelano tentou entrar em um local seguro reforçado com aço, chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la.

De acordo com uma fonte da CBS News, Maduro foi capturado pela Força Delta do exército, a principal unidade antiterrorista dos EUA.

Eles ficaram sob custódia do Departamento de Justiça, que os acusa de vários crimes relacionados ao tráfico de drogas.

3:29

Quando os helicópteros dos EUA estavam se retirando de Caracas, "houve múltiplas trocas [de tiros]" com as forças venezuelanas, pelo que foi necessário o apoio de outras aeronaves.

 

"Com sucesso, a força conseguiu sair e retornar às suas bases de partida", segundo Caine.

Às 3h29, horário dos EUA (4h29 em Caracas), Nicolás Maduro e Cilia Flores já estavam em um navio, o USS Iwo Jima, para serem transferidos para território americano.

"Se um único componente dessa máquina bem lubrificada tivesse falhado, toda a missão teria fracassado. E falhar nunca é uma opção para as forças militares dos EUA", disse Caine.

"Foi uma demonstração poderosa da força conjunta dos EUA", concluiu o general.

Os locais atacados

Ao mesmo tempo em que a operação era realizada, fortes explosões foram ouvidas em Caracas e colunas de fumaça podiam ser vistas subindo sobre a cidade.

Vídeos de explosões e helicópteros sobrevoando circularam nas redes sociais.

A equipe da BBC Verify confirmou que houve ataques nos seguintes locais:

A Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda, um aeródromo conhecido como La Carlota.

O Forte Tiuna, uma instalação militar importante em Caracas.

O porto de La Guaira, principal via de acesso de Caracas ao mar do Caribe.

O aeroporto de Higuerote, localizado no estado de Miranda, a leste de Caracas.

Trump disse que as forças americanas estavam "preparadas para uma segunda onda" de ataques, mas que não precisaram realizá-la porque a primeira foi "muito poderosa".

Ele acrescentou que não houve mortos nem feridos entre as forças americanas e que houve "poucos" feridos na operação.

Não houve um relatório imediato de vítimas por parte do governo da Venezuela.

( da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)