Resultado nominal do setor público registra déficit de R$81,5 bilhões em outubro e DLSP atingiu 65,0% do PIB, informa estatísticas do Banco Central
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(Brasília-DF, 28/11/2025) Na tarde desta sexta-feira, 28, o Banco Central divulgou suas Estatísticas Fiscais de outubro.
O setor público consolidado registrou superávit primário de R$32,4 bilhões em outubro, ante superávit de R$36,9 bilhões no mesmo mês de 2024. Houve superávit de R$36,2 bilhões no Governo Central e déficits de R$3,6 bilhões nos governos regionais e de R$149 milhões nas empresas estatais. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$37,7 bilhões, 0,30% do PIB, ante déficit de R$33,2 bilhões, 0,27% do PIB, nos doze meses acumulados até setembro.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$113,9 bilhões em outubro, comparativamente a R$111,6 bilhões em outubro de 2024. No acumulado em doze meses até outubro, os juros nominais alcançaram R$987,2 bilhões (7,88% do PIB), comparativamente a R$869,3 bilhões (7,48% do PIB) nos doze meses até outubro de 2024.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$81,5 bilhões em outubro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.024,9 bilhões (8,18% do PIB), ante déficit nominal de R$1.018,0 bilhões (8,15% do PIB) em setembro de 2025.
Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP atingiu 65,0% do PIB (R$8,1 trilhões) em outubro, elevando-se 0,2 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (0,9 p.p.), do superávit primário (-0,3 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (-0,2 p.p.), da desvalorização cambial de 1,2% no mês (-0,1 p.p.) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.). No ano, o aumento de 3,5 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais (6,4 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 13,0% (1,5 p.p.), do déficit primário do período (0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-1,0 p.p.) e da variação do PIB nominal (-3,9 p.p.).
A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – atingiu 78,6% do PIB (R$9,9 trilhões) em outubro de 2025, elevando-se 0,6 p.p. do PIB no mês. Essa evolução no mês foi decorrente, sobretudo, dos juros nominais apropriados (0,9 p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,3 p.p.). No ano, a DBGG elevou-se 2,1 p.p. do PIB, em função, principalmente, da incorporação de juros nominais (7,4 p.p.), do reconhecimento de dívidas (0,2 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-4,8 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,6 p.p.).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)