DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil haverá a divulgação dos dados do setor público consolidado
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(Brasília-DF, 29/08/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção ao resultado dos dados do setor público consolidado.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,5%). O movimento ocorre após o S&P 500 encerrar o pregão de ontem acima dos 6.500 pontos pela primeira vez na história (+0,3%), impulsionado pelo otimismo em torno da inteligência artificial e resultados acima do esperado de Nvidia. No after-market, Ulta Beauty (+3%) e Autodesk (+10%) avançaram após projeções positivas, enquanto Dell recuou 5% com guidance trimestral mais fraco.
Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -0,6%), pressionadas por bancos britânicos diante da possibilidade de taxação extraordinária. NatWest (-4,4%), Lloyds (-4,5%) e Barclays (-3,5%) lideram as perdas após relatório do think tank IPPR recomendar um novo imposto sobre bancos, tema que pode ganhar força no orçamento de outono. Já no front macro, a inflação da França desacelerou a 0,8% em agosto (consenso: 0,9%), enquanto a da Espanha ficou estável em 2,7%. O setor de defesa, por outro lado, avança, com ganhos de mais de 3% para Rheinmetall, Hensoldt e Renk.
Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,3%; CSI 300: +0,7%), acompanhando otimismo global e diante da expectativa de reuniões bilaterais no fim de semana, quando Narendra Modi e Xi Jinping poderão discutir relações comerciais à margem da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, em Tianjin. No Japão, o núcleo do CPI de Tóquio desacelerou a 2,5% A/A em agosto (julho: 2,9%), ainda acima da meta do BoJ, levando o Nikkei a cair 0,3%.
Economia
Nos Estados Unidos, o PIB do segundo trimestre foi revisado para cima, de 3,1% para 3,3% t/t anualizados, superando as expectativas. O mercado reagiu positivamente, levando o S&P a fechar na máxima histórica. O mercado de trabalho mostrou estabilidade, com pedidos de seguro-desemprego em 230 mil, conforme esperado. Hoje, o foco está na divulgação do índice PCE de julho, com expectativa de alta de 0,2% m/m para o núcleo, que exclui itens voláteis. O mercado segue projetando majoritariamente corte de 0,25 p.p. nos juros em setembro.
IBOVESPA +1,32% | 141.049 Pontos. CÂMBIO -0,22% | 5,40/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta de 1,3%, aos 141.049 pontos, renovando sua máxima histórica, e com 79 dos 84 papéis do índice fechando no campo negativo. O noticiário político esteve no radar dos investidores após a divulgação da pesquisa eleitoral e de popularidade do governo AtlasIntel.
Entre os destaques positivos, ações mais sensíveis aos juros lideraram os ganhos, como Magazine Luiza (MGLU3, +9,2%), Vamos (VAMO3, +7,9%) e Assaí (ASAI3, +4,2%), repercutindo o fechamento da curva de juros. No setor de combustíveis, Ultrapar (UGPA3, +8,1%) e Vibra (VBBR3, +5,0%) também avançaram, após uma operação policial contra o crime organizado atingir o segmento. Na ponta negativa, Pão de Açúcar (PCAR3, -1,4%) recuou em movimento técnico.
Para o pregão desta sexta-feira, destaque para o deflator PCE de julho nos EUA, indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve. No Brasil, teremos os dados de taxa de desemprego de julho. Por fim, pela temporada de resultados internacional do 2T25, serão divulgados os balanços das chinesas BYD e Alibaba.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com fechamento da curva. No Brasil, os vértices longos da curva refletiram a pesquisa AtlasIntel, que apontou possível alternância de poder em 2026, além do leilão de prefixados do Tesouro abaixo do esperado. O movimento também acompanhou a dinâmica externa. Nos Estados Unidos, o destaque foi o PCE do 2T25, que avançou 2,0% em termos anualizados (vs. 3,7% no 1T25), reforçando a expectativa de corte de juros na reunião de setembro do Fed. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,63% (+1,6bp vs. pregão anterior), enquanto os de dez anos em 4,21% (-3,0bps). Na curva local, o DI jan/26 encerrou em 14,89% (- 0,5bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,97% (+0,2bp); DI jan/29 em 13,18% (- 6bps); DI jan/31 em 13,49% (- 13bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira em alta de 0,31%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos fundos de tijolo, que avançaram, em média, 0,35% na sessão, em resposta ao forte fechamento dos vértices longos da curva de juros. Embora em menor magnitude, os fundos de papel também registraram valorização, com ganho médio de 0,26%.
Entre as maiores altas do dia, destacaram-se RCRB11 (2,8%), BROF11 (2,4%) e HSML11 (2,3%). Já entre as principais quedas, figuraram KIVO11 (-1,3%), CACR11 (-1,0%) e CCME11 (-0,9%).
No Brasil, o resultado primário do governo central registrou déficit de R$ 59,1 bilhões, fortemente influenciado pelo pagamento de precatórios. Hoje, serão divulgados os dados do setor público consolidado, com projeção de déficit primário de R$ 60,6 bilhões e dívida líquida em 63,4% do PIB. Também está prevista para a tarde a divulgação do Orçamento de 2026, evento de grande relevância para o mercado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)