31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Na Comissão que discute isenção do IR, secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, diz que estados e municípios não terão perdas e Paulo Ziulkoski, dos municípios, defende aumento de 0,5% no FPM

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( Publicada originalmente às 14h 00 do dia 27/05/2025) 

(Brasília-DF, 28/05/2025).  Nesta terça-feira, 27, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa as mudanças no Imposto de Renda (PL 1087/25), presidida pelo deputado Rubens Junior(PT-MA) e relatada pelo deputado Arthur Lira (Progressistas-AL) realizou audiência publica em que recebeu o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, para analisar os impactos da possível isenção.

Barreirinhas negou que estados e municípios terão perdas de arrecadação. Ele disse aos deputados que os municípios deverão ter um ganho de R$ 19,7 bilhões neste ano, com a distribuição de impostos federais feita pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Barreirinhas disse que os municípios perdem com uma retenção menor de imposto dos salários dos servidores que ganham até R$ 7 mil. A proposta isenta até R$ 5 mil e reduz o imposto para os que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Segundo o secretário, essa perda seria de R$ 3 bilhões, sendo que os municípios também devem ganhar com a tributação extra das rendas mais altas 

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, sugeriu um aumento de 0,5 ponto percentual no Fundo de Participação dos Municípios para compensar as perdas relativas à redução da retenção. Pelas contas da entidade, elas seriam de quase R$ 5 bilhões.

No caso dos estados, as contas da Receita mostram um aumento do Fundo de Participação dos Estados (FPE) de R$ 13,8 bilhões neste ano, enquanto as perdas com a redução da retenção seriam de R$ 1,5 bilhão.

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O secretário prevê ainda ganhos com o aquecimento das economias locais. “Quando alguém que ganha R$ 5 mil deixa de pagar qualquer imposto, esse valor volta para a economia imediatamente, na compra de bens, na compra de serviços, o que se reflete hoje em ISS e ICMS e vai se refletir em IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços da reforma tributária, diretamente para os cofres estaduais e municipais”, disse.

O deputado Mário Heringer (PDT-MG) está cético em relação a esse cenário. “O município tem que ter a sua receita certa, líquida e compensada a partir desse projeto. A gente aceitar que uma compensação será feita pela demanda, pela ação das pessoas com o que restou no seu bolso, necessariamente isso não é verdade, não vai ocorrer. A gente não tem como medir”, argumentou.

(da redação com informações da Agência Câmara de Notícias. Edição: Política Real)