31 de julho de 2025
Brasil e Poder

PT, durante a fala de ministro da Previdência no Senado, anuncia que vai assinar a CPI deste que seja investigado “a fundo” todos os envolvidos

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( Publicada originalmente às 14 h 04 do dia 15/05/2025) 

(Brasília-DF, 16/05/2025). O líder do PT no Senado, Rogerio Carvalho(SE),  explicou nesta manhã, na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) que o partido vai assinar a CPI do INSS desde que a comissão investigue a fundo todos os envolvidos e não seja usada como palanque político.

O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner(PT-BA), após a fala do ministro da Previdência Social, Wolney Queiróz, e após a fala de senadores da oposição, fez uma manifestação veemente.

“Vamos jogar claro aqui: quem chamou a polícia e deixou a polícia trabalhar livremente para acabar com o roubo contra os aposentados foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é que ajudou a estourar o escândalo. Não venham acusar este governo com manipulação dos fatos para tentar desgastar e fazer palanque contra o presidente.

Para quem tenta isentar o governo passado, eu pergunto: não existe veto do presidente da República? Afinal, por que três MPs foram publicadas, inclusive uma relatada por membro do PL, e o presidente anterior não vetou a matéria? Sabe o que ele vetou? Algo que vinha na primeira MP, inserido pelo Congresso, que era a proteção dos dados dos aposentados. E o PL, em vez de derrubar o veto, que era exatamente a proteção de dados, ao contrário, manteve.

Sherlock Holmes, o grande detetive, perguntaria: ‘Será que alguém que tem interesse em esconder alguma coisa ia fazer a CGU e a Polícia Federal fazerem uma megaoperação no Brasil inteiro para estourar esse tumor de bandidos que lesam os aposentados?’. Acho muito difícil. Seja quem for, será punido.”, disse.

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A participação do ministro atendeu a pedidos dos senadores Sergio Moro (União-PR), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Rogério (PL-RO) e Dr. Hiran (PP-RR), presidente da CTFC.

Wolney Queiroz afirmou que desde 2019 começaram a ser apresentadas as denúncias de descontos irregulares nas aposentadorias. Segundo ele, o “ladrão entrou na casa” devido ao fim da revalidação dos dados.

Para evitar descontos indevidos, uma série de normas editadas entre 2019 e 2022 pelo governo de Jair Bolsonaro e pelo Congresso Nacional obrigou a revalidação periódica dessas autorizações. Mas a Lei 14.438, de 2022 acabou com a obrigatoriedade da revalidação. Segundo o ministro, foi a partir dessa extinção que novas associações foram criadas para atuar de forma irregular. 

“ O fim da revalidação e da expectativa anterior de que houvesse a revalidação fez com que cerca de 11 empresas se credenciassem no INSS; empresas novas, associações novas. Essas empresas, que mais tarde descobrimos que eram 100% fraudulentas, a maior parte delas se estabeleceu nesse período. Alcançaram o acordo de cooperação técnica com o INSS e começaram a operar “ disse o ministro.

A sessão começou pela manhã mas foi até o início da tarde desta quinta-feira, 15.

( da redação com informações da Agência Senado e redes sociais. Edição: Política Real