IBGE faz nova estimativa para safra agrícola, em abril, agora em 328,4 milhões de toneladas
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( Publicada originalmente às 11 h 50 do dia 15/05/2025)
( reeditado)
(Brasília-DF, 16/05/2025) Nesta quinta-feira, 15, o IBGE divulgou a sua pesquisa LSPA( Levantamento sistemático da produção agrícola : prognóstico da produção agrícola) que traz uma nova estimativa, em abril, da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 que totalizou 328,4 milhões de toneladas, 12,2% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com crescimento de 35,7 milhões de toneladas; e 0,2% acima da informada em março, com acréscimo de 732,7 mil toneladas. Em março, a estimativa era de 327,6 milhões de toneladas e em abril chega a 328,4 milhões de toneladas
A área a ser colhida é de 81,0 milhões de hectares, o que representa aumento (2,5%) frente à área colhida em 2024, com crescimento de 2,0 milhões de hectares, e estabilidade (0,0%) em relação a março, com aumento de 6,5 mil hectares.
O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somados, representam 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida. Frente a 2024, houve acréscimos de 4,3% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,3% na do arroz em casca; de 3,0% na da soja; de 3,0% na do milho (declínio de 3,2% no milho 1ª safra e crescimento de 4,7% no milho 2ª safra); e de 1,4% na do sorgo, ocorrendo declínios de 5,4% na do feijão e de 8,8% na do trigo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 2,8% para o algodão herbáceo (em caroço); de 12,2% para o arroz em casca; de 4,3% para o feijão; de 13,3% para a soja; de 11,8% para o milho (crescimento de 12,5% para o milho 1ª safra e de 11,6% para o milho 2ª safra); de 3,2% para o sorgo; e de 7,0% para o trigo.
A estimativa de abril para a soja foi de 164,2 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 128,2 milhões de toneladas (25,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 102,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,9 milhões de toneladas; a do trigo em 8,1 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo em 4,1 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (14,5%), Sul (8,9%), Sudeste (13,6%), Nordeste (8,8%) e Norte (11,0%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (4,3%) e a Sul (0,4%). A Sudeste e a Centro-Oeste apresentaram estabilidade (0,0%), enquanto a Nordeste apresentou declínio (-1,5%).
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,8%, seguido pelo Paraná (13,7%), Goiás (11,7%), Rio Grande do Sul (10,1%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,4% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (50,4%), Sul (26,0%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,5%) e Norte (6,2%).
Destaques na estimativa de abril de 2025 em relação ao mês anterior
Em relação a março, houve aumentos nas estimativas da produção da aveia (4,2% ou 47.832 t), do café arábica (3,5% ou 74.781 t), da uva (1,9% ou 37.814 t), do milho 1ª safra (1,0% ou 257.304 t), do milho 2ª safra (0,7% ou 692.631 t), da castanha-de-caju (0,6% ou 809 t), da cevada (0,3% ou 1.422 t), do café canephora (0,0% ou 75 t); bem como declínios nas estimativas do feijão 2ª safra (-4,3% ou –56.562 t), do feijão 1ª safra (-3,9% ou –47.063 t), do cacau (-2,5% ou –7.349 t), do trigo (-1,0% ou –84.292 t), do sorgo (-0,6% ou –22.749 t), e da soja (-0,0% ou –69.649 t).
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 165,5 milhões de toneladas (50,4%); Sul, 85,3 milhões de toneladas (26,0%); Sudeste, 29,3 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,1 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 20,2 milhões de toneladas (6,2%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (936.805 t), no Paraná (288.800 t), na Bahia (274.310 t), no Ceará (140.904 t), em Santa Catarina (37.246 t), em Rondônia (19.301 t), no Maranhão (3.605 t), enquanto as variações negativas ocorreram no Piauí (-737.613 t), no Tocantins (-115.266 t), em Pernambuco (-66.883 t), na Paraíba (-27.599 t), em Goiás (-16.286 t), no Acre (-1.830 t) no Rio Grande do Norte (-1.556 t), no Amazonas (-884 t), no Amapá (-265 t) e no Rio de Janeiro (-54 t).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)