DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil não haverá divulgação de índices importantes
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(Brasília-DF, 06/05/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil não há divulgação de índices relevantes.
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Nesta terça-feira, os futuros dos EUA operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -0,9%), com os mercados à espera da decisão do Federal Reserve nesta quarta-feira. Na véspera, o S&P 500 interrompeu sua sequência de nove altas consecutivas, caindo 0,6%. O Nasdaq recuou 0,7% e o Dow, 0,2%, com os investidores reagindo à falta de anúncios concretos sobre acordos comerciais. Apesar de autoridades como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o próprio Trump indicarem que acordos com parceiros como Índia e Malásia podem sair “esta semana”, o mercado ainda opera com cautela. O Fed inicia hoje sua reunião de dois dias, e embora apenas 2,7% do mercado projete corte de juros, os comentários de Jerome Powell serão monitorados de perto.
As Treasuries operam mistas, com o a taxa do título de 10 anos subindo +2 bps, enquanto a de 2 anos recua -2 bps.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,7%), pressionadas por incertezas políticas e perdas no setor de mineração. O DAX caiu 1,1% após Friedrich Merz não obter maioria para se tornar chanceler da Alemanha, frustrando as expectativas de estabilidade política no curto prazo.
Na China, os mercados subiram com a retomada do otimismo sobre as negociações com os EUA e reabertura após o feriado (HSI: +0,7%; CSI 300: +1,0%). Mesmo com o PMI de serviços Caixin vindo abaixo do esperado (50,7), os investidores reagiram bem à sinalização de tom mais conciliador entre Pequim e Washington.
Nos EUA, os investidores diminuíram suas apostas em uma recessão econômica, após os dados dos PMIs de serviços (51,6) serem vistos como positivos. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,83% (-1,0bp), enquanto os de dez anos em 4,35% (+3,5bps).
Economia
Nos Estados Unidos, o índice ISM de serviços avançou de 50,8 pontos em março para 51,6 pontos em abril, acima do esperado. O índice é uma pesquisa sobre o clima dos negócios com as empresas do setor. O destaque foi o índice de preços, que avançou para 65,1 pontos, bem acima do projetado pelos analistas, provavelmente refletindo as altas tarifárias recentes. Outro ponto de atenção foi que o índice de novas encomendas avançou em vez de recuar, como o mercado esperava. No geral, a pesquisa mostrou pressões inflacionárias crescentes, mas sem prejuízo relevante para a atividade econômica.
Na Zona do Euro, o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) recuou 1,6% m/m, condizente com alta de 1,9% a/a – a desaceleração ficou por conta da queda nos preços de energia, principalmente petróleo.
IBOVESPA -1,22% | 133.491 Pontos. CÂMBIO +0,07% | 5,69/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,2%, aos 133.491 pontos. O desempenho do índice foi pressionado por Petrobras (PETR3, 2,8%; PETR4, -3,7%), além de um ISM de serviços acima das expectativas nos EUA, reduzindo as perspectivas de cortes de juros por lá.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Cogna (COGN3, +8,8%), em meio ao retorno de notícias de uma possível fusão da companhia com a YDUQS (YDUQ3, +2,1%). Já as petroleiras como Brava, PetroReconcavo e Petrobras (BRAV3, -4,3%; RECV3, -4,2%; PETR4, -3,7%) caíram, repercutindo a queda do preço do Brent, após a OPEP+ anunciar que deve acelerar o aumento de produção de petróleo.
Nesta terça-feira, teremos o PMI de serviços na Zona do Euro. Pela temporada de resultados do 1T25, teremos Blau, Caixa Seguridade, Carrefour, Embraer, JSL, Pão de Açúcar, PRIO, Raia Drogasil, Vamos, Vibra Energia e Vulcabras. Já pela temporada internacional, os principais balanços serão de AMD e Constellation Energy.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, notícias apontaram que o governo estuda a concessão de linha de crédito para entregadores de aplicativo, o que foi considerado uma potencial nova pressão inflacionária para a economia por parte do mercado. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,73% (+4,1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,05% (+9,2bps); DI jan/29 em 13,69% (+9,8bps); DI jan/31 em 13,87% (+6,4bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana em queda de 0,81%, interrompendo a sequência de quinze altas consecutivas que havia levado o índice a se aproximar de sua máxima histórica de 3.424 pontos, registrada em abril de 2024. Tanto os FIIs de Tijolo quanto os de Papel apresentaram desempenhos negativos na sessão, com desvalorizações médias de 0,91% e 0,27%, respectivamente. Entre os destaques positivos, destacaram-se XPCI11 (+1,8%), VGRI11 (+1,7%) e TVRI11 (+1,3%). Por outro lado, entre os destaques negativos, figuraram URPR11 (-5,0%), TGAR11 (-4,7%) e BBIG11 (-3,5%).
No Brasil, não há divulgação de indicadores nessa terça-feira, ao passo que jornais não trazem grandes novidades.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)