31 de julho de 2025
Mundo e Poder

China surpreende e cresceu 5,4% no primeiro trimestre, um PIB de US$ 4,42 trilhões

Veja mais

Publicado em
c1129c5b811188099be42998088a9758.jpeg

( Publicada originalmente às 09h05 dp dia 16/04/2025) 

(Brasília-DF, 17/04/2025) O Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) da China informou nesta quarta-feira, 16, que Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 5,4% em relação ao ano anterior, para 31,8758 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,42 trilhões) no primeiro trimestre de 2025.

A economia do país teve um início forte no primeiro trimestre, posicionando-se entre as maiores economias do mundo, afirmou Sheng Laiyun, vice-diretor do DNE, em entrevista coletiva na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, Sheng alertou que o ambiente externo se tornou cada vez mais complexo e desafiador, com um rápido aumento do protecionismo comercial global e crescentes tensões na ordem econômica internacional.

Destacando melhorias generalizadas em indicadores-chave, Sheng destacou que a produção industrial de valor agregado cresceu 6,5% em relação ao ano anterior. Somente em março, a produção industrial cresceu 7,7% em relação ao ano anterior.

Durante o período, o investimento em ativos fixos aumentou 4,2% em relação ao ano anterior, com o investimento em construção de infraestrutura aumentando 5,8% e o investimento em manufatura aumentando 9,1%, de acordo com os dados do NBS.

As vendas no varejo de bens de consumo, um importante indicador da força do consumo do país, aumentaram 4,6% em relação ao ano anterior.

Apoiados por políticas direcionadas para impulsionar o consumo, os gastos relacionados a serviços também aceleraram. No primeiro trimestre, as vendas no varejo de serviços cresceram 5% em relação ao ano anterior, superando o varejo de bens em 0,4 ponto percentual.

Os dados desta quarta-feira também mostraram que a renda disponível per capita do país aumentou 5,5% em relação ao ano anterior, em termos nominais, para 12.179 yuans no primeiro trimestre, com a situação do emprego permanecendo estável.

Sheng atribuiu essas melhorias ao apoio político decisivo, à capacidade de resposta em nível local e à rápida construção de um impulso impulsionado pela inovação.

Observando que o enorme mercado da China, apoiado por uma população de 1,4 bilhão de pessoas e um PIB per capita superior a 13.000 dólares americanos, oferece espaço substancial tanto para consumo quanto para investimento, Sheng afirmou que esse forte potencial de demanda interna continuará a sustentar o crescimento econômico sustentado do país.

ATUALIZAÇÃO MAIS RÁPIDA

A China tem promovido constantemente a modernização estrutural e o desenvolvimento de alta qualidade, com seu modelo de crescimento mudando fundamentalmente de um impulsionado por investimentos e exportações para um modelo cada vez mais impulsionado pela demanda interna e inovação, enfatizou Sheng.

Nos últimos cinco anos, a demanda interna contribuiu com mais de 80% do crescimento econômico do país, em média, acrescentou.

Como parte de sua iniciativa para tornar a demanda interna o principal motor e âncora do crescimento econômico, a China divulgou um plano direcionado para impulsionar o consumo em março. A iniciativa reflete a direção política delineada no relatório de trabalho do governo deste ano, que enfatiza a melhoria dos padrões de vida e o aumento dos gastos do consumidor.

Novos cenários de consumo estão surgindo rapidamente com o crescimento do big data e da IA, disse Sheng, citando o filme "Ne Zha 2" como um exemplo de crescente demanda cultural que reflete o vibrante potencial de inovação e crescimento do consumidor do país.

Setores emergentes, como a economia digital, desempenham um papel cada vez mais importante no crescimento da China, com novos motores se expandindo de forma constante e contribuindo para uma maior resiliência econômica e estabilidade a longo prazo, afirmou Sheng.

Em relação ao comércio exterior, Sheng observou que uma estrutura de exportação mais diversificada está emergindo, reduzindo a dependência de um único parceiro comercial.

Quando questionado sobre o impacto dos aumentos de tarifas dos EUA, Sheng afirmou que eles "podem exercer pressão de curto prazo sobre a economia e o comércio exterior da China, mas não alterarão a perspectiva positiva de longo prazo do país", destacando os fundamentos sólidos da China, seus diversos pontos fortes, sua forte resiliência e suas perspectivas substanciais de crescimento.

A China está bem preparada para lidar com todas as incertezas, afirmou o premiê chinês Li Qiang ao presidir um simpósio com especialistas econômicos e empresários em 9 de abril.

Li observou que é particularmente crucial garantir um trabalho econômico eficaz no segundo trimestre e nos anos seguintes, enfatizando a necessidade de implementar políticas macroeconômicas mais proativas e introduzir novas políticas incrementais em tempo hábil, à luz das necessidades da situação

( da redação com agências. Edição: Política Real)