31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Hugo Motta, após pressão do PL para definir a votação do PL da Anistia, informa que numa democracia nada se resolve sozinho e que vai decidir com os líderes o que será votado no plenário da Câmara dos Deputados

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Hugo Motta e manifesta em redes sociais

( Publicada originalmente às 14h 45 do dia 15/04/2025) 

(Brasília-DF, 16/04/2025). Na tarde desta terça-feira, 15, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que em uma democracia ninguém tem o direito de decidir nada sozinho e que são os líderes que definem as propostas que serão votadas pelo Plenário. Motta fez a declaração por meio de suas redes sociais.

Para ele, democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar.

“Democracia é discutir com o Colégio de Líderes as pautas que devem avançar. Em uma democracia, ninguém tem o direito de decidir nada sozinho. É preciso também ter responsabilidade com o cargo que ocupamos, pensando no que cada pauta significa para as instituições e para toda a população brasileira.”, disse.

Reação

Ontem, 14, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou, como foi divulgado pela Política Real, pedido de urgência para o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (PL 2858/22). Se aprovado o pedido, a proposta pode ser analisada diretamente pelo Plenário. O partido tem feito obstrução às votações para que a urgência entre na pauta.

Segundo o Regimento da Câmara, uma proposta pode ter a urgência solicitada pela maioria absoluta da Casa (257 deputados). Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões. O requerimento protocolado por Cavalcante tem 262 assinaturas confirmadas pela área técnica da Câmara.

A pauta de votações do Plenário, no entanto, é definida em reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

( da redação  com informações de assessoria e redes sociais. Edição: Política Real)