31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Lula, em pronunciamento à imprensa em Tóquio, disse que essa foi a maios importantes viagem que fez ao Japão; Lula disse que a visita é um momento importante para se vencer o protecionismo

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( Publicada originalmente às 11h 20 do dia 27/03/2025) 

(Brasília-DF, 28/03/2025). Nesta quinta-feira, 27, ao final de uma estadia de 4 dias no Japão, em que foi realizada uma visita de Estado em que foram assinados dez acordos e quase 80 instrumentos de cooperação , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que deixa o país do “sol nascente” com a percepção de sucesso.

 “Saio do Japão muito satisfeito. Essa foi a visita mais importante que fiz ao Japão, das cinco que já fiz”, resumiu Lula, durante coletiva de imprensa antes de embarcar para o Vietnã, segundo destino da viagem à Ásia.

Lula estava acompanhado de ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas, numa séria de encontro em que em que foram feitos acordos em áreas como transição energética, agricultura e pecuária, educação, saúde comunicações, ciência e tecnologia e aviação. Um exemplo é o anúncio da compra de 15 jatos da Embraer pela All Nippon Airways (ANA), maior companhia aérea japonesa, num negócio estimado em R$ 10 bilhões.

Há indicativos de um acordo comercial entre Japão e Mercosul e o potencial de abrir o mercado japonês para a carne produzida no Brasil. Há diálogos em busca de parcerias para a recuperação de terras degradadas no Brasil para o cultivo de alimentos e de combustíveis limpos. No plano quantitativo, a intenção é resgatar o melhor momento do fluxo comercial entre os países, que chegou a 17 bilhões de dólares anuais em 2011, mas caiu nos últimos anos para 11 bilhões.

“É preciso retomar uma relação comercial muito forte com o Japão, porque nós não queremos vender apenas carne. Queremos vender e comprar. Nós queremos que as indústrias brasileiras estejam no Brasil produzindo etanol, produzindo biodiesel, produzindo hidrogênio verde, produzindo carro híbrido com tecnologia avançada para que a gente possa contribuir com a descarbonização do planeta Terra”, frisou Lula.

No ano em que as duas nações celebram 130 anos de relações diplomáticas, houve uma decisão de que os chefes de Estado se encontrarão a cada dois anos para que os laços comerciais se intensifiquem. Somam-se a isso discussões em torno do trabalho conjunto no combate à mudança do clima, tendo a COP30, em Belém, como catalizador, e, no campo da geopolítica, a concordância de que é preciso atuar no fortalecimento da democracia, do multilateralismo e em busca de reformas no Conselho de Segurança da ONU.

“Essa visita tem como objetivo estreitar a relação com o Japão no momento em que a democracia corre risco no mundo, em que setores de extrema-direita, negacionistas, têm ganhado corpo em várias partes. Ela foi importante porque temos que vencer o protecionismo e fazer com que o livre-comércio possa crescer. Foi muito importante porque queremos discutir mudanças na governança mundial, sobretudo no Conselho de Segurança da ONU, para que a gente tenha no século XXI uma representação mais forte da geopolítica mundial”, ressaltou o presidente brasileiro.

O país asiático costuma lançar convite para apenas uma visita da Estado por ano, mas desde 2019, em função da pandemia da Covid-19, nenhuma havia se realizado. A relação entre Brasil e Japão foi elevada ao status de Parceria Estratégica Global em 2014, durante visita do então primeiro-ministro Shinzo Abe ao Brasil.

Veja a íntegra da declaração:

“Eu queria começar dizendo para vocês que essa foi a visita mais importante das cinco visitas que eu já fiz ao Japão. A primeira delas, em 1975, para participar de um congresso dos trabalhadores da Toyota.

E essa visita foi importante porque nós temos uma relação histórica com o Japão, nós estamos completando 130 anos de relação diplomática e nós temos um problema a resolver com os companheiros do Japão, porque em 2011 nós tínhamos um fluxo comercial da ordem de 17 bilhões de dólares e esse fluxo caiu para 11 bilhões de dólares.

Então nós queremos saber onde foi o desaparecimento desses 6 bilhões de dólares, porque a economia do Japão é muito forte, a do Brasil tem crescido e nós achamos que é preciso retomar uma relação comercial muito forte com o Japão, porque nós não queremos vender apenas carne, nós queremos vender e comprar. Nós queremos que as indústrias brasileiras estejam no Brasil produzindo etanol, produzindo biodiesel, produzindo hidrogênio verde, produzindo carro híbrido com tecnologia avançada para que a gente possa contribuir com a descarbonização do planeta Terra.

E nós então tivemos uma reunião com o primeiro-ministro Ishiba [Shigeru Ishiba], que foi extraordinariamente boa reunião, e tivemos com o Imperador e com a Imperatriz uma reunião, eu diria, mais do que prazerosa e satisfatória, porque o humanismo, sabe, nas palavras do imperador, é uma coisa que me marcou profundamente. Ou seja, a gente sai do Brasil achando que a gente não vai poder nem encostar perto do imperador, porque ele é tratado como se fosse uma figura mística aqui no Japão, e sinceramente o imperador é uma figura muito simples, muito cordial, muito alegre, muito simpática e conhece um pouco o Brasil, porque já foi algumas vezes ao Brasil.

Bem, essa reunião, essa visita ao Japão, ela tem como objetivo primeiro estreitar a relação com o Japão no momento em que a democracia corre muito risco no mundo, em que setores de extrema-direita negacionistas têm ganhado corpo em várias partes do planeta Terra. Ela foi importante porque nós temos que vencer o protecionismo e fazer com que o livre-comércio possa crescer, para que a gente possa vender e comprar mais de um parceiro importante como o Japão.

Ela foi muito importante porque nós queremos discutir mudanças na governança mundial, sobretudo mudanças no Conselho de Segurança da ONU, para que a gente tenha no Século XXI uma representação mais forte da geopolítica mundial. Não é possível a gente continuar com o mapa político de 1945, quando mudou muita coisa. Nós temos vários países com mais de 100 milhões de habitantes, inclusive o Japão, que poderiam participar do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil, o México e tantos outros países que poderiam participar.

E nós achamos que não é possível manter uma governança global que perdeu um pouco de representatividade e de muita credibilidade. Ou seja, hoje os membros do Conselho de Segurança tomam decisão, fazem guerras de forma unilateral, sem conversar com ninguém. E ainda têm o direito do veto. Ou seja, as coisas pouco acontecem.

A mesma ONU que em 1948 teve força para criar o Estado de Israel, não tem nenhuma força para criar o Estado Palestino. E é por isso que nós queremos mudar a representação para que a gente tenha mais incidência nas decisões globais, porque quando a gente discute a questão climática é importante saber que as pessoas têm que cumprir as decisões e é preciso ter alguém que possa cuidar do cumprimento das decisões. Se a gente faz uma COP e a gente toma decisão, e essa decisão depende do Estado Nacional para ser executada, ninguém vai executar coisa nenhuma.

O Protocolo de Kyoto não foi cumprido, o Acordo de Paris está sendo desrespeitado, o que nós decidimos em Copenhague em 2009, de que os países ricos iriam contribuir com 100 bilhões de dólares anuais para que a gente pudesse preservar as florestas, não aconteceu.

Então, desde 2009 até agora, se cada ano os países tiverem devendo 100 bilhões de dólares, desde 2009 até agora, quantos anos significa? 11, na verdade quase 16 anos, então significa que nós teremos direito a quase 1 trilhão e 600 bilhões de dólares, coisa que não vai acontecer.

A COP que nós vamos realizar no Brasil, nós queremos fazer, possivelmente, eu tenho dito, da mesma forma que nós fizemos o melhor G20, nós vamos fazer o melhor BRICS, nós vamos fazer a melhor COP.

Lula em cerimônia de despedida do Japão 

Nós não queremos uma COP que seja um festival de pessoas andando para lá e para cá, como se fosse um shopping de produtos, sabe, climáticos, produtos ambientais, em que todo mundo compra o que quiser, vende o que quiser, sem ninguém ter responsabilidade. O que nós queremos é fazer uma COP com muita seriedade, com muita discussão e com muita serenidade, para que a gente possa tirar da COP30 decisões que possam ser cumpridas e que a sociedade possa acreditar que os governantes do planeta Terra estarão levando a sério a necessidade de assumir compromissos para que o planeta não aqueça mais de um grau e meio. Essa é a ideia e a decisão.

Se tem negacionista que não acredita que o mundo está com problemas, o que nós vimos no ano passado é uma demonstração de que nós estamos perdendo o controle pelo mundo que a gente vive, pelo ar que a gente respira, pela água que a gente bebe e pelo lugar que a gente mora. Esse é um fato concreto e não precisa os cientistas falarem. Nós estamos vendo fazer neve no deserto, encher de água no deserto e fazer seca em lugar que antes chovia, enchente onde não chovia.

O mundo está mudando e nós, seres humanos, temos responsabilidade e mais responsabilidade tem os países que se industrializaram há 250 anos atrás, há 200 anos atrás. Esse é o dado que nós temos que levar em conta e esse é o dado que quem defende o planeta, quem acredita que está havendo um problema climático tem que brigar por isso. Não vamos imaginar que os destruidores do planeta irão ter disposição de deixarem de ser destruidores.

Quem acredita que está acontecendo é que tem que brigar e o Brasil vai fazer a sua parte. Pode se preparar, companheira Marina Silva [ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima], que nós vamos fazer a melhor COP já feita desde a primeira COP e vamos discutir com muita seriedade. Porque nós já assumimos compromisso de desmatamento zero na Amazônia até 2030, nós queremos zerar o desmatamento no Cerrado, nós queremos zerar o desmatamento em todos os biomas brasileiros porque é a única chance que a gente tem de poder garantir que o nosso povo vai sobreviver no século XXI e vai adentrar ao século XXII bebendo água mais saudável, com mais saneamento básico e com mais pureza no ar para a gente respirar.

É tudo o que nós queremos. Aqui eu estou vendo um monte de deputados jovens e novos, eu vou viver até 120 anos, mas vocês podem viver mais se se cuidarem, se fizerem ginástica, se andarem, se dormirem mais cedo, todos vocês podem viver 120 anos de idade, é só querer.

Então, companheiros e companheiras da imprensa, eu estou muito satisfeito com essa reunião, volto para o Brasil com a certeza que nós abrimos uma trincheira extraordinária no desenvolvimento brasileiro. Eu quero atrair mais empresas japonesas para ir para o Brasil. Em 2008, aqui no Japão os governantes imaginavam que iam adotar 3% de etanol, sabe, no combustível a partir de 2010: não foi adotado. E agora o Japão está com a disposição de adotar 10% de etanol na gasolina, começar a produzir biodiesel e o Brasil é o lugar mais extraordinário.

Da mesma forma que o Japão nos ajudou a encontrar uma solução para o cerrado, que era tido pelos brasileiros como uma região de terra ruim, de terra arrasada, que as árvores eram pequenas e tortas, portanto ali não dava nada se plantasse e os japoneses com a sua tecnologia nos ajudaram a transformar o cerrado em um lugar mais produtivo do país, eu quero que os japoneses descubram que se quiser produzir etanol o Brasil tem muita terra, o Brasil tem muita água, o Brasil tem muito sol e nós estamos convidando os japoneses para ajudar a gente a recuperar 40 milhões de hectares degradados que a gente pode transformar numa área produzida que é maior do que Portugal, essa área degradada no Brasil. Então a gente pode produzir o que a gente quiser, pode produzir mais comida, pode produzir mais eucalipto, pode produzir, criar mais gado, criar mais galinha, criar mais porco, criar mais cavalo, criar tudo o que a gente quiser.

Então nós estamos convidando os japoneses para participar da transição energética brasileira, para participar, sabe, da mudança do combustível fóssil para o combustível limpo. Isso vai levar anos, mas é importante que a gente dê os passos necessários a partir de hoje e sobretudo fazer com que a economia japonesa cresça muito e também eu disse para os companheiros japoneses e fiz questão de dizer para o imperador e dizer para o primeiro-ministro de que é muito importante, é muito importante a defesa do multilateralismo. É muito importante e a defesa do livre-comércio. Vocês estão lembrados que na década de 80 se criou no planeta Terra, em todos os países do mundo, a ideia de que era necessária a globalização da economia. Ou seja, tinha que ser globalizada porque tinha que ser livre-comércio, porque todo mundo tinha que vender para todo lugar e agora, estranhamente, os mesmos que defendem o livre-comércio estão praticando o protecionismo.

Eu sinceramente não sei o que vai acontecer no planeta. Nós do Brasil não temos contencioso com ninguém, não queremos contencioso com ninguém, nós queremos continuar passando a mensagem de que guerra só destrói, a paz só constrói. De que nós queremos um movimento para fazer investimento na economia, para fazer investimento na educação, para fazer investimento em tecnologia e nós queremos construir parceria com os japoneses, com as universidades japonesas, com os institutos de pesquisa do Japão, com as indústrias japonesas, porque é assim que a gente vai se desenvolver.

 

Eu tento passar a ideia de que o Brasil não pode jogar fora a oportunidade do Século XXI, nós já jogamos muitas oportunidades fora. Eu de vez em quando me pergunto, quando a gente está discutindo economia, o pessoal fala: ‘ah, mas investir em educação vai gastar dinheiro, investir em pesquisa vai gastar dinheiro, investir em não sei das quantas vai gastar dinheiro’. O que a gente tem que perguntar é quanto custou a gente não fazer as coisas no tempo certo? Quanto custou a gente não ter feito a reforma agrária nos anos 50? Quanto custou a gente não ter feito universidade no Brasil no mesmo período que vários países da América Latina fizeram? Quanto custou a gente não fazer os investimentos em universidades e institutos como todos os países fizeram? O Brasil ficou para trás e nós estamos trabalhando para recuperar.

Eu estou muito feliz com o que está acontecendo no Brasil. Eu sou um homem, como eu sou uma pessoa que creio muito em Deus, e eu sou um homem que tenho muita sorte, porque desde que eu deixei a presidência em 2010, a economia não tinha crescido mais acima de 3%. Eu voltei, nos dois primeiros anos a economia cresceu 3.2%, agora 3.4% e vou desafiar os especialistas porque nós vamos crescer em 2025 e vamos crescer em 2026. Quem quiser apostar, pode jogar, porque nós vamos ganhar essa aposta porque o Brasil vai crescer.

Nós queremos gerar mais emprego, melhorar o salário, melhorar a distribuição de renda e fazer com que o Brasil se transforme num país exportador de conhecimento e tecnologia e não apenas exportador de commodities. Se bem que exportar commodities é muito importante para o Brasil. De vez em quando, Fávaro [Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária] eu discuto com alguns companheiros que acham que o commodity é uma coisa atrasada. Quanto investimento tem em genética para a gente ter a carne da qualidade que nós temos? O frango da qualidade que nós temos?

As pessoas não têm noção de quanta tecnologia tem no grão de soja, no grão de milho, quanto de tecnologia tem no etanol e nós então queremos ser grandes exportadores de alimento, grandes exportadores de commodities, grandes exportadores de minério de ferro, mas queremos exportar a inteligência do povo brasileiro. Exportar conhecimento científico e tecnológico que é isso que vai fazer o Brasil se transformar num país rico. Portanto, eu estou totalmente aberto às perguntas de vocês, não tem pergunta proibida, não tem pergunta difícil, a única pergunta difícil é aquela que eu não saiba responder. Aí eu falo para vocês que eu não sei responder e vocês fazem uma que eu saiba responder.

Eu então estou à disposição de vocês para que vocês façam as perguntas.

Antes de vocês falarem, que essa era a coisa importante que eu ia falar no começo e eu esqueci. Eu quero que vocês registrem o que está acontecendo nesse momento no Brasil. Eu faço questão de toda vez que viajar, convidar o Presidente da Câmara, o Presidente do Senado. Já convidei muitas vezes o Presidente da Suprema Corte para a gente viajar junto. Para a gente retomar a normalidade democrática do país. O Congresso Nacional tem o poder de legislar, tem o poder de fazer as leis. Tem o poder de mudar as coisas que o Poder Executivo manda para o Congresso Nacional. E a gente quer que eles participem das viagens, para que eles assumam as mesmas responsabilidades que nós assumimos. Eu acho que essa é uma fotografia muito importante.

Eu sou agradecido por aceitarem o meu convite o companheiro Alcolumbre [Davi Alcolumbre, presidente do Senado]. Sou agradecido ao companheiro Hugo Motta [presidente da Câmara] por ter aceitado o meu convite. Porque essa é uma fotografia importante que não acontece na maioria dos países do mundo. Eu fui com o Pacheco [Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado] e com o Lira [Arthur Lira, ex-presidente da Câmara] fazer um debate em Nova York, com 26 empresários. E quando terminou a reunião, eles me falaram: ‘O Presidente, aqui nos Estados Unidos é impensável você ver qualquer que seja o presidente se juntar ao presidente da Câmara do Senado. Pois aqui é o seguinte: o companheiro Alcolumbre pertence a um partido político. O Hugo Motta pertence a outro. Eu pertenço a outro. Os deputados que estão aqui pertencem a vários partidos políticos.

Mas nós temos um compromisso: a gente não precisa abrir mão das nossas divergências pessoais e ideológicas, o que nós temos é que assumir um compromisso de que Brasil a gente quer deixar para a futura geração. E é isso que faz com que a gente esteja junto. E, por isso, isso daqui para frente vai ser um hábito. Eles só não viajarão comigo quando não quiserem.

E o outro dado é os sindicalistas. É muito importante, a partir de agora, todo o país que eu visitar, eu vou pedir para marcar reunião com os sindicalistas, sabe, do país, porque nem sempre os sindicalistas têm com quem conversar. Porque no mundo hoje, lamentavelmente, só tem eu, sabe, de presidente operário, que saiu do movimento sindical.

Então, se eu não fizer isso, quem vai fazer? Então, eu quero que vocês também se habituem, comprem terno novo, porque tem que andar bonito, sabe? E daqui para frente vocês vão ser convidados a andar, aproveitem e façam a reivindicação no avião para os deputados, convençam eles a votar nas coisas de vocês. E a gente quer transformar o país em um país alegre.

O Brasil, Alcolumbre, durante todos os meus dois mandatos, o Brasil era o país mais alegre do mundo. E era o povo que tinha mais expectativa de futuro do mundo. Isso mudou. E nós temos a obrigação de recuperar essa alegria e esse prazer de viver do povo brasileiro.

É isso que eu agradeço a vocês de estarem comigo aqui e eu espero que essa seja apenas uma das viagens que vocês estejam juntos, porque daqui para frente vocês serão convidados para todas. Obviamente que vocês não podem ir sempre porque vocês têm função no Senado e na Câmara e têm que aprovar as coisas que estão lá, porque senão os deputados vão pegar no pé de vocês também.

Então, gente, agora sim eu estou preparado para as perguntas.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)