Período de chuvas intensas com alagamentos tem registrado mortes por choque elétrico; proposta sobre aterramento de fiação elétrica seria uma solução
Proposta do deputado Marcelo Crivella volta a tramitar, agora na Câmara
( Publicada originalmente às 17h 43 do dia 08/02/2025)
(Brasília-DF, 10/02/2025) O Brasil vive uma temporada e chuvas e muitas trovoadas. Tem chamado atenção os casos de pessoas que tem sido vitimadas de morte eletrocutadas em Pernambuco após receberem descargas de postes e fios em meio aos diversos pontos de alagamento. O total de óbitos desde o início das chuvas em Pernambuco chegou a sete. Entre as pessoas que morreram eletrocutadas
Uma possível solução para proteger vidas e evitar apagões é obrigar as concessionárias a substituírem as redes aéreas de distribuição de energia por redes subterrâneas.
Um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostrou que nos últimos anos foram registradas cerca de 36 mil ocorrências envolvendo fiações da rede elétrica e de telecomunicações. Mais de 4 mil pessoas perderam a vida, enquanto outros perderam a luz dentro dos domicílios.
Um projeto foi protocolada em 2011 pelo então senador Marcelo Crivella, mas foi arquivada após concessionárias pedirem uma audiência pública que não aconteceu. Agora, como deputado federal, o republicano reapresentou o projeto em outubro do ano passado, após o apagão que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica no País.
Para o parlamentar, o debate não pode ser mais adiado. “A COP será em novembro. Um ano extraordinária para que o Brasil possa tomar as providencias preventivas para ficarmos imunes as mudanças climáticas que afetam as redes aéreas de distribuição de energia elétrica e a vida das pessoas”, ressalta.
Caso seja aprovada a proposta exigirá a modernização dos serviços de energia elétrica em cidades acima de 300 mil habitantes, no prazo de 4 anos.
“Se seguirmos o exemplo dos EUA e Europa, que reduziu a fiação aérea que coloca em risco a vida das pessoas, vamos deixar um legado para próximas gerações”, comenta o parlamentar.
Atualmente, menos de 1% da rede elétrica no Brasil é subterrânea. São Paulo tem apenas 60 quilômetros de cabos aterrados, enquanto cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm 11% e 2%, respectivamente.
Enquanto na Europa, a média de tempo que as residências passaram sem luz foi de 12,2 minutos por ano em 2022 (mesmo com a crise energética causada pela guerra na Ucrânia), na maior cidade brasileira algumas famílias se queixam de mais de quatro dias sem energia.
Paris
Na contramão do Brasil, a rede elétrica subterrânea começou a ser instalada em 1910 na capital francesa. A cidade tem toda a sua fiação no subsolo há mais de 60 anos, instalada em túneis subterrâneos
Nova York
já possui 71% de seu cabeamento enterrado. São cerca de 150 mil quilômetros de fios debaixo da terra e quase 60 mil quilômetros de cabos aéreos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)