31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para IPCA-15 de dezembro

Veja os números

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 23/12/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para atenção para IPCA-15 de dezembro.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,%; Nasdaq 100: 0,3%), após governo evitar um shutdown, cujo risco pairava sobre mercados ao final da semana passada até a aprovação de um stopgap às pressas na sexta-feira à noite. A semana é fraca em indicadores econômicos em todo o mundo. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), e as bolsas chinesas fecharam positivas (CSI 300: 0,2%; HSI: 0,8%), todas se recuperando levemente após uma semana negativa para mercados globais.

Economia

No Brasil, o Congresso concluiu a votação do pacote de gastos na sexta-feira. Segundo nossas estimativas, o potencial de economia fiscal no próximo biênio recuou de R$ 52 bilhões para R$ 44 bilhões (os cálculos do governo apontam para cerca de R$ 70 bilhões). Apesar da direção correta, vemos o pacote como insuficiente para garantir o atingimento das metas de resultado primário e, principalmente, a manutenção do limite de despesas do arcabouço fiscal nos próximos anos. 

No cenário internacional, destaque para indicadores de atividade econômica dos EUA: encomendas de bens duráveis e bens de capital (nov); vendas de casas novas (nov); e confiança do consumidor do instituto Conference Board (dez).      

IBOVESPA+0,75% | 122.102 Pontos.    CÂMBIO -0,88% | 6,07/USD

Ibovespa

Nesta semana, o Ibovespa fechou em queda de 2,1% em reais e 3,0% em dólares, aos 122.102 pontos.

Entre os principais destaque negativos da semana temos as mineradoras como CSN, Usiminas e CSN Mineração (CSNA3, -13,0%; USIM5, -7,3%; CMIN3, -6,2%), acompanhando a queda do preço do minério de ferro.

Já o destaque positivo foi MRV (MRVE3, +10,1%), fruto de um movimento técnico.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com movimentos mistos ao longo da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2034 e 2026 saiu de -83,50 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -97,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou perda de inclinação. As taxas de juro real tiveram alta, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação), com vencimento em 2030, se consolidando em patamares próximos a 7,76% a.a. (ante 7,32% a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 14,945% (+10bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 15,105% (+5,5bps); DI jan/29 em 14,68% (+3bps); DI jan/31 em 14,35% (inalterada 0bps); DI jan/34 em 13,97% (-4bps); e o dólar terminou em R$ 6,09/US$ (+0,65%).

Na agenda doméstica desta semana, destaque para a divulgação do IPCA-15 de dezembro. Prevemos que o indicador encerrará 2024 com alta de 4,8%, acima do limite superior do intervalo de tolerância que contém a meta de inflação (4,5%).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – que trazem as principais estatísticas sobre o mercado de trabalho brasileiro – também serão divulgados nos próximos dias.

Além disso, o Banco Central publicará dados do mercado de crédito e do setor público consolidado. Todas essas divulgações são referentes a novembro. Hoje pela manhã, atenções voltadas às estatísticas do setor externo. Estimamos déficit de US$ 3,3 bilhões para a conta corrente e ingressos líquidos de US$ 6,0 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) no mês passado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)