DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em forte queda e no Brasil os investidores continuarão atentos às notícias referentes a tramitação das medidas do pacote fiscal no Congresso.
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(Brasília-DF, 20/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados estão em forte queda e no Brasil, os investidores continuarão atentos às notícias referentes a tramitação das medidas do pacote fiscal no Congresso.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em forte queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,2%) após uma proposta de stopgap para evitar um shutdown no governo americano ter sido rejeitada, elevando a percepção de risco fiscal nos EUA.
No restante do mundo, prevalece o sentimento mais negativo proveniente do dólar mais forte. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,1%), após novas ameaças de tarifas da parte de Trump. As bolsas chinesas fecharam em queda (CSI 300: -0,5%; HSI: -0,2%) após banco central manter taxas de juros inalteradas.
Nos EUA, os pedidos semanais de seguro-desemprego somaram 220.000, reforçando a visão de que a economia americana segue aquecida. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,32% (-3,0bps), enquanto os de dez anos em 4,57% (+7,0bps).
O Banco da Inglaterra (BoE) manteve sua taxa de juros de referência em 4,75%, conforme amplamente esperado. No comunicação pós-decisão, o banco central afirmou que o recente aumento na inflação do Reino Unido (para 2,6%) veio acima do previsto, acrescentando que a inflação de serviços permanece elevada. Nos EUA, o PIB cresceu 3,1% no 3º trimestre, de acordo com a última estimativa divulgada pelo Departamento de Comércio (dados dessazonalizados e anualizados). Isso representa uma ligeira aceleração ante o ganho de 3,0% registrado no 2º trimestre e os 2,8% da estimativa anterior. O consumo das famílias subiu 3,7% no período, a maior elevação desde o 1º trimestre de 2023.
IBOVESPA +0,34% | 121.188 Pontos. CÂMBIO -2,24% | 6,12/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,3% ontem, aos 121.188 pontos, em um dia de alívio para os ativos domésticos. A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que cria regras para o abono salarial e prorroga a desvinculação de receitas da União, medidas que compõem o pacote de contenção de gastos do governo. Apesar disso, as notícias não foram totalmente positivas para o mercado, devido ao enfraquecimento das medidas na Câmara. Do lado monetário, o mercado recebeu positivamente falas mais duras de membros do Copom, especialmente de Gabriel Galípolo. Como consequência, a curva de juros apresentou um forte fechamento em toda a sua extensão e o dólar recuou, fechando em R$ 6,14 (-2,4%), também devido à intervenção do Banco Central no mercado de câmbio com a venda de divisas.
Com isso, os principais destaques positivos do dia foram papéis mais sensíveis aos juros como Localiza, Carrefour e Magazine Luiza (RENT3, +8,7%; CRFB3, 8,2%; MGLU3, +6,1%). Já os destaques negativos do dia foram as mineradoras como CSN, Vale e CSN Mineração (CSNA3, -2,5%; VALE3, -1,9%; CMIN3, -1,9%), acompanhando a queda do preço do minério de ferro (-0,5%).
Para o pregão de sexta-feira, o destaque da agenda econômica será a publicação do Deflator PCE, a medida de inflação preferida do Federal Reserve, referente a novembro nos EUA. No Brasil, os investidores continuarão atentos às notícias referentes a tramitação das medidas do pacote fiscal no Congresso.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com forte fechamento em todos os vértices da curva. O DI jan/26 encerrou em 15,1% (- 39,1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,405% (- 55,8bps); DI jan/29 em 15,05% (- 59,3bps); DI jan/31 em 14,73% (- 57,1bps).
Economia
O Banco Central do Brasil (BCB) anunciou que fará novos leilões extraordinários de dólares hoje. A autoridade ofertará US$ 3 bilhões no mercado à vista, além de US$ 4 bilhões em leilões de linha (com compromisso de recompra). Os nove leilões já realizados desde o dia 12 e os lotes máximos dos certames programados para esta sexta-feira totalizam quase US$ 28 bilhões. A taxa de câmbio encerrou o pregão da quinta-feira em R$/US$ 6,12 (após atingir R$/US$ 6,30 pela manhã), apreciação de 2,3% em comparação ao dia anterior. No entanto, a moeda brasileira apresenta depreciação de 26% no ano, o pior desempenho entre os emergentes. Ontem, o atual Presidente do BCB, Roberto Campos Neto, disse que a atuação no mercado cambial ocorre devido à saída atípica de dólares, especialmente referentes a dividendos, que estão acima da média. Ademais, o próximo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, descartou que haja um ataque especulativo contra o Real.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)