DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para continuidade da votação o pacote de corte de gastos na Câmara dos Deputados
Veja os números
(Brasília-DF, 18/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para todas as votações no plenário da Câmara sobre pacote de gastos e LDO e Lei Orçamentária Anual.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,2%) no aguardo da decisão do comitê de política monetária do Fed (FOMC) que será divulgada hoje à tarde. Ainda nessa semana, o mercado aguarda a divulgação de dados da inflação medida pelo deflator PCE.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,2%), impulsionadas pelo setor financeiro. O mercado aguarda decisão de juros do Banco da Inglaterra na quinta-feira. As bolsas chinesas fecharam positivas (CSI 300: 0,5%; HSI: 0,8%) após dados indicarem queda no desemprego juvenil e sinalizações positivas do regulador na região, que deve seguir estimulando o mercado.
Economia
No cenário internacional, destaque para o anúncio da decisão de política monetária do Fed nos Estados Unidos. É amplamente esperado que o Fed reduzirá os juros de referência para o intervalo de 4,25%-4,50%, mas esperamos que sinalize um ciclo de flexibilização mais cauteloso à frente. Ontem, as vendas no varejo surpreenderam positivamente, ao passo que a produção industrial decepcionou.
Nos EUA, apesar dos dados de vendas do varejo terem subido 0,7% M/M, acima das estimativas do consenso de 0,5% em novembro, os investidores continuam aguardando um corte de 25 bps na reunião de juros do Fed. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia estáveis em 4,25%, enquanto os de dez anos subiram para 4,40% (+1,0bp).
IBOVESPA +0,92% | 124.698 Pontos. CÂMBIO -0,07% | 6,09/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,9% ontem, aos 124.698 pontos. O dia novamente começou com uma alta volatilidade em razão do cenário macroeconômico doméstico: o dólar alcançou a marca de R$ 6,20 e, pelo quarto dia consecutivo, o Tesouro Direto paralisou suas negociações em meio a escalada das taxas de juros. Porém, houve um movimento de reversão após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, declarar que irá colocar em votação um dos textos que compõe o pacote fiscal e o projeto de regulamentação da reforma tributária. Após isso, houve um alívio nos ativos domésticos, com queda do dólar e fechamento nas pontas mais longas da curva de juros.
O principal destaque negativo do dia foi Hapvida (HAPV3, -11,3%), repercutindo as novas medidas de reajustes de preços nos planos de saúde anunciadas pela ANS (veja aqui mais detalhes). Já o principal destaque positivo do dia foi YDUQS (YDUQ3, +4,1%).
Nesta quarta-feira, o destaque do dia será a decisão de juros nos EUA. Além disso, teremos a decisão de juros no Japão e os dados de inflação ao consumidor na Zona do Euro referentes a novembro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura na parte curta e fechamento nos vértices médios e longos da curva. O DI jan/26 encerrou em 15,115% (+10,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,41% (+30,2bps); DI jan/29 em 15,05% (- 6,7bps); DI jan/31 em 14,71% (- 9,1bps).
No Brasil, a ata do Copom reforçou o tom duro do comunicado da última semana, destacando condições adversas para a política monetária, como atividade econômica superaquecida, alta nas expectativas de inflação e depreciação cambial acentuada – esperamos que a Selic atinja 15% no pico do ciclo de alta de juros, embora os riscos sejam altistas. A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro PLP do pacote de gastos e é esperado que as demais leis sejam votadas ainda hoje. Além disso, o plenário aprovou o projeto de lei que traz regras gerais de incidência dos novos impostos da reforma tributária – o texto irá para sanção presidencial.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Rea