31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil expectativa para divulgação de estatísticas, Ata do Copom, índices e votações de orçamento e pacote fiscal

Veja os números

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Mercados em alta

(Brasília-DF, 15/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para para a divulgação de documentos de política monetária: Ata do Copom (terça-feira) e Relatório Trimestral de Inflação (quinta-feira). Votações do Orçamento e do Pacote Fiscal chamam atenção.

Veja mais:

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,3%) em semana de reunião do comitê de política monetária do Fed (FOMC). Para essa reunião, o mercado espera um corte de 25 bps na taxa dos Fed Funds.

Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,3%) após a agência Moody’s surpreender e rebaixar a nota de crédito da França ante turbulências políticas no país, após a nomeação de François Bayrou para o cargo de primeiro-ministro (quarto a ocupar o cargo nesse ano). As bolsas chinesas fecharam em queda (CSI 300: -0,5%; HSI: -0,9%), com temores quanto à atividade econômica, após dados de vendas no varejo virem abaixo das expectativas.

Na agenda internacional desta semana, destaque para a reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos (Fed), para a qual é amplamente esperada uma redução de 0,25 p.p. na taxa básica de juros (quarta-feira). Ademais, os analistas de mercado acompanharão a inflação ao consumidor de novembro, medida pelo deflator PCE (sexta-feira), e a terceira leitura do PIB do 3º trimestre (quinta-feira). A inflação ao consumidor da Zona do Euro também será publicada na próxima semana (quarta-feira).

IBOVESPA -1,13% | 124.612 Pontos.   CÂMBIO +0,42% | 6,04/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou a semana passada com uma queda de 1,1% em reais e 0,3% em dólares, aos 124.612 pontos.

Os principais destaques negativos da semana foram os papéis mais sensíveis aos juros como as varejistas Natura (NTCO3, -10,1%) e Azzas (AZZA3, -7,3%), repercutindo o aumento da taxa Selic e a abertura da curva de juros.

Já o principal destaque positivo foi Totvs (TOTS3, +6,7%), após elevação de recomendação de neutro para compra por um banco de investimentos.

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Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com forte abertura, principalmente na parte curta da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2034 e 2026 saiu de – 54,00 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -83,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou perda de inclinação. As taxas de juro real tiveram queda, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 7,00% a.a. (ante 7,10% a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 14,845% (+49,5bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 15,05% (+36bps); DI jan/29 em 14,65% (+27,5bps); DI jan/31 em 14,35% (+27bps); DI jan/34 em 14,01% (+20bps).

Economia

Publicado no Brasil na sexta-feira, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – uma proxy mensal para o PIB do Brasil – aumentou 0,14% em outubro em relação a setembro, em linha com nossa expectativa (XP: +0,2%; mercado: -0,2%). Na China, os indicadores de atividade econômica publicados no fim de semana continuam a apontar para um crescimento moderado (vendas no varejo, produção industrial, investimento direto, preços de novas casas, e taxa de desemprego). Publicado nesta manhã, o PMI composto da Zona do Euro aumentou para 49,5 pontos em dezembro, de 48,30 pontos em novembro de 2024, embora permaneça em território contracionista.

No Brasil, destaque para a divulgação de documentos de política monetária: Ata do Copom (terça-feira) e Relatório Trimestral de Inflação (quinta-feira). A tramitação das medidas do pacote de gastos no Congresso também estará sob os holofotes.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)