31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, o mercado ainda reflete sobre a aprovação da regulamentação da Reforma Tributária pelo Senado

Veja os números

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Mecados globais em alta

(Brasília-DF, 13/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil mercado reflete a aprovação da Reforma Triburária.

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Nos EUA, o índice de inflação ao produtor (PPI) teve alta de 0,4% M/M em novembro, superando as projeções do consenso (0,2%). Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,18% (+3,0bps) e os de dez anos em 4,32% (+6,0bps).

Mercados globais

Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,6%) após dados de inflação ao produtor mais altos que o esperado e bons resultados de Broadcom em seu balanço do terceiro trimestre (as ações sobem cerca de 14% nas negociações pré-abertura).

Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,2%) após decisão de juros do BCE vir em linha com as expectativas, com corte de 25 bps, e dados fracos de atividade econômica no Reino Unido e Alemanha. As bolsas chinesas fecharam em forte queda (CSI 300: -2,4%; HSI: -2,1,%), após anúncio de pacote fiscal aquém das expectativas.

Economia

No cenário internacional, conforme amplamente esperado, o Banco Central Europeu reduziu sua taxa básica de juros em 0,25 p.p. para 3%, em resposta à inflação próxima de sua meta de 2% e a uma previsão de crescimento revisada para baixo para a Zona do Euro. Nos EUA, os pedidos semanais vieram acima das expectativas, ao passo que os preços aos produtores subiram para o maior patamar desde fevereiro de 2023, em linha com as expectativas. Não há indicadores relevantes na agenda dessa sexta-feira.

IBOVESPA -2,74% | 126.042 Pontos.  CÂMBIO -0,56% | 6,01/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 2,7% ontem, aos 126.042 pontos, em seu pior desempenho diário desde janeiro de 2023, e com 85 dos 86 papéis que compõe o índice terminando o pregão no campo negativo. O mercado repercutiu a decisão de juros do Copom, que elevou a taxa Selic em 1,00 p.p. para 12,25%, além de sinalizar duas altas adicionais de 1,00 p.p. durante as próximas reuniões do comitê.

Com isso, os papéis cíclicos como Pão de Açucar, Petz e Magazine Luiza (PCAR3, -11,0%; PETZ3, -10,6%; MGLU3, -9,0%) foram os destaques negativos do pregão. O único papel que fechou o dia positivo foi Hapvida (HAPV3, +1,1%).

Nesta sexta-feira, os destaques da agenda doméstica são o indicador de atividade econômica IBC-Br de outubro e o IGP-10 referente a novembro. Na agenda internacional, teremos os dados de produção industrial da Zona do Euro de outubro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com abertura em toda a curva, especialmente na parte curta. No Brasil, o mercado reagiu ao aumento de 100bps da Selic pelo Banco Central, e ao guidance de mais dois aumentos de mesma magnitude, resultou em elevações nos vértices curtos da curva. Já a parte longa foi afetada pelos temores em relação ao desequilíbrio fiscal do país. O DI jan/26 encerrou em 14,66% (+39,1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,71% (+21,9bps); DI jan/29 em 14,165% (+4,1bps); DI jan/31 em 13,85% (+2,5bps).

No Brasil, o PLP da Reforma Tributária sobre o consumo foi aprovado pelo Senado. Com as alterações, o relator da matéria prevê que a alíquota padrão para o novo Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) atinja 28,55%; a matéria voltará para a Câmara. Nos indicadores, as vendas no varejo surpreenderam positivamente em outubro, sobretudo no setor automobilístico, reforçando cenário de crédito e consumo robustos.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)