31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil atenção para comunicado do Copom e Pesquisa Mensal de Serviços(PMS)

Veja os números

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Mecados em leve alta

(Brasília-DF, 11/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moonrnig Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil expectativa para divulgação do comunicado do Copom, o último do ano e da Pesquia Mensal de Serviços.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em leve alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,1%) na expectativa de dados de inflação ao consumidor e resultados fiscais na frente macroeconômica e do balanço de Adobe pelo lado das empresas. Na Europa, as bolsas operam sem direção definida, com o índice pan-europeu em estabilidade (Stoxx 600: 0,0%) no aguardo da decisão de juros pelo BCE que ocorrerá amanhã. As bolsas chinesas fecharam em queda (CSI 300: -0,8%; HSI: -0,2%), no aguardo de sinalizações do CEWC, reunião que define a agenda econômica anual do país.

Economia

Nos Estados Unidos, o custo unitário do trabalho cresceu menos que o esperado, enquanto a produtividade se manteve em patamares mais altos, segundo relatório do departamento do trabalho, indicando menores pressões inflacionárias. No Brasil, o IPCA de novembro mostrou alta de 0,39% ante o mês anterior, e acumulou alta de 4,87% em 12 meses. Destaque negativo para a alta de 0,60% no núcleo de serviços. No geral, o resultado mostra que o cenário continua desafiador para a inflação neste e no próximo ano.

Na agenda do dia, destaque para os dados de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. A expectativa é de uma alta de 2,7% A/A no indicador cheio e de 3,3% A/A no indicador de núcleo, que exclui os itens mais voláteis

IBOVESPA +0,80% | 128.228 Pontos.  CÂMBIO -0,58% | 6,05/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,8% ontem, aos 128.228 pontos. O desempenho positivo do índice refletiu sinais de avanços do pacote fiscal após a afirmação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo chegou a um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado em relação às emendas parlamentares, o que pode viabilizar a tramitação do pacote no Congresso.

Os principais destaques positivos do dia foram papéis mais sensíveis aos juros como Vamos, Carrefour e Petz (VAMO3, +12,1%; CRFB3, +7,7%; PETZ3, +7,6%), impulsionados pelo fechamento da curva de juros. Já entre os destaques negativos temos as empresas dolarizadas, como JBS e Suzano (JBSS3, -3,9%¨; SUZB3, -3,1%), repercutindo a queda do dólar (-0,5%).

Para o pregão de quarta-feira, o destaque será a decisão de juros do Copom. Além disso, na agenda doméstica, teremos a Pesquisa mensal de serviços de novembro e, na agenda internacional, dados de inflação ao consumidor nos EUA, também referentes a novembro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com forte fechamento por toda a curva. No Brasil, indícios de que as pautas fiscais avançarão no Congresso proporcionaram uma correção na precificação de ativos locais. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,37% (- 18,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,64% (- 35,2bps); DI jan/29 em 14,235% (- 46,8bps); DI jan/31 em 13,91% (- 47,9bps).

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,15% (+2,0bps) e os de dez anos em 4,22% (+5,2bps).

O Senado aprovou os três nomes indicados pelo presidente Lula para o Banco Central. Nilton David Schneider, Izabela Moreira Correa e Gilneu Astolfi Vivan assumirão as diretorias de Política Monetária, Supervisão de Relacionamento, Cidadania e Conduta e de Regulação, respectivamente, a partir do próximo ano. Finalmente, tivemos ainda no cenário doméstico a designação dos relatores dos projetos de lei que tratam do pacote de despesas. Espera-se que as medidas de ajuste sejam aprovadas antes do recesso parlamentar.

No Brasil, teremos a divulgação da pesquisa mensal de serviços, na qual esperamos alta de 0,6% ante o mês anterior. Por fim, o destaque de hoje é decisão de política monetária pelo Banco Central. Esperamos que, diante de expectativas desancoradas, câmbio depreciado e inflação corrente pressionada, o comitê de política monetária opte por uma elevação de 1,0 p.p. na taxa de juros, chegando a 12,25% a.a. Após a decisão, nossos especialistas se reúnem para falar sobre os impactos nos mercados e nos seus investimentos.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)