DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil divulgação do IPCA de novembro
Veja os números
(Brasília-DF, 10/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem clareza e no Brasil divulgação do IPCA de novembro.
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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: -0,02%; Nasdaq 100: 0,02%) em semana de dados de inflação ao consumidor e produtor. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%) em semana de decisão de juros pelo BCE. As bolsas chinesas fecharam mistas (CSI 300: 0,7%; HSI: -0,5%), com salto na Bolsa de Xangai que pode ser atribuído à sinalização do Politburo de que o governo adotará política fiscal mais proativa.
Economia
Na China, a balança comercial veio fraca, alimentando preocupações sobre a saúde da economia asiática, especialmente em meio à fraca demanda doméstica e às ameaças de aumento das tarifas comerciais. Nesse contexto, como tentativa de reanimar a economia, a China anunciou que adotará uma política monetária “moderadamente frouxa” em 2025 e intensificará os incentivos fiscais, marcando a primeira grande mudança em sua postura desde 2011.
IBOVESPA +1,0% | 127.210 Pontos. CÂMBIO +0,16% | 6,08/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 1,0% ontem, aos 127.210 pontos, com o mercado reagindo positivamente à notícia de que o Politburo, o principal órgão político da China, se comprometeu a implementar uma política fiscal “mais proativa” no ano que vem e uma política “apropriadamente frouxa”.
Com isso, o principal destaque positivo do pregão na Bolsa brasileira foram as mineradoras como CSN Mineração (CMIN3, +6,7%), Vale (VALE3, +5,3%), e até mesmo a sua holding, a Bradespar (BRAP4, +5,0%), após alta do minério de ferro de 1,4%. As ações cíclicas como Grupo Pão de Açúcar (PCAR3, -5,1%), Petz (PETZ3, -4,5%), e Cogna (COGN3, -4,2%) caíram, após abertura da curva de juros.
Nesta terça-feira, teremos no Brasil o IPCA referente ao mês de novembro. O foco também se mantém na quarta-feira, na qual teremos a decisão de juros do Copom, e, nos EUA, a inflação ao consumidor referente ao mês de novembro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte abertura por toda a curva. No Brasil, o Boletim Focus indicou a intensificação da deterioração das expectativas para todos os indicadores. Com isto, o DI jan/26 encerrou em 14,59% (+17,4bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,02% (+25,4bps); DI jan/29 em 14,685% (+21,7bps); DI jan/31 em 14,35% (+15,6bps).
Nos EUA, o Federal Reserve de Nova Iorque relatou que os consumidores americanos esperam uma piora na inflação, ao passo que enxergam uma economia forte. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,13% (+3,0bps) e os de dez anos em 4,20% (+5,0bps).
No Brasil, o Boletim Focus indicou alta nas expectativas das principais variáveis econômicas. Apesar de a taxa Selic projetada para o final de 2025 ter aumentado de 12,63% para 13,50%, e para 2026, de 10,50% para 11,00%, as projeções de inflação continuam em tendência de alta. No campo político, o ministro do STF, Flávio Dino, rejeitou integramente o pedido da Advocacia Geral da União que flexibilizava as regras impostas no pagamento de emendas parlamentares no Congresso. Segundo os jornais, o impasse pode ter efeitos negativos na tramitação do pacote fiscal. Ademais, publicamos nosso relatório “Esquenta do Copom” que discute o cenário atual e nossa expectativa para a taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira.
Na agenda, teremos a divulgação do IPCA de novembro. Além disso, os nomes indicados pelo governo à diretoria do BCB devem ser sabatinados na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)