DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil dados relativos à produção industrial de outubro
Veja os números
(Brasília-DF, 04/11/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para dados relativos à produção industrial de outubro.
Veja mais:
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,5%) em semana carregada de dados de mercado de trabalho e no aguardo de fala de Jerome Powell. Ontem, a Salesforce divulgou bons resultados, subindo mais de 13% nas negociações pré-mercado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,2%) com turbulências políticas na França, à medida que o congresso se prepara para um voto de não confiança no primeiro-ministro da minoria, Michel Barnier.
As bolsas chinesas fecharam sem direção definida (CSI 300: -0,5%; HSI: 0,0%), com queda nas ações continentais impulsionada por uma decepção no PMI de serviços e continuidade dos riscos associados a novas tarifas sob Trump e restrições para a compra de chips.
O grande destaque no noticiário internacional foi a Coreia do Sul, onde as bolsas fecharam em queda (KOSPI 200: -1,5%). O presidente Yoon Suk Yeol decidiu impor um decreto de lei marcial, suspenso em poucas horas, que provocou onda de protestos e forte reação do congresso, que deve votar por seu impeachment hoje.
Economia
Nos Estados Unidos, dados de emprego do relatório JOLTS continuaram a indicar uma desaceleração suave do mercado de trabalho, com o número de vagas por desempregado ficando estável em 1,1, abaixo do nível pré-pandemia. Na China, dados do índice de gerentes de compras (PMI) de serviços mostraram uma expansão em ritmo mais lento, mantendo a incerteza sobre os efeitos dos estímulos governamentais na economia.
IBOVESPA +0,72% | 126.139 Pontos. CÂMBIO -0,21% | 6,04/USD
Onde Investir em 2025
Nesta quarta-feira, iremos publicar o relatório Onde Investir 2025, reunindo as análises de todo time de Research para o próximo ano, além da visão de alocação. O material traz a nossa visão para economia, política, ações, renda fixa e mais.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,7% ontem, aos 126.139 pontos, impulsionado pela divulgação do PIB do 3º trimestre no Brasil, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de uma atividade econômica aquecida no país.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Brava (BRAV3, +9,1%), após alta do preço do petróleo (+2,5%) e ainda repercutindo o bom momento da companhia, devido à aproximação da entrada em operação do FPSO Atlanta e do retorno da produção no campo de Papa-Terra. Já a Petz (PETZ3, -4,1%), pressionada pela abertura da curva de juros, foi o principal destaque negativo.
Nesta quarta-feira, teremos os dados de produção industrial de outubro no Brasil. No cenário internacional, os destaques serão o relatório ADP e o ISM de serviços nos EUA, ambos referentes a novembro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira (03) com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, o crescimento robusto do PIB do 3T24 (0,9% T/T) e a percepção de risco fiscal aumentaram o pessimismo em relação à inflação. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 13,995% (alta de 10,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,26% (+17,5bps); DI jan/29 em 14,105% (+23,5bps); DI jan/31 em 13,92% (+23,3bps). Nos EUA, enquanto os presidentes dos Federal Reserves de Chicago e São Francisco defenderam progresso no combate à inflação, o relatório JOLTS apontou 7,7 milhões de vagas de emprego abertas, reforçando a visão de que a economia americana permanece aquecida. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia estáveis em 4,17% e os de dez anos subiram para 4,23% (+4,0bps).
No Brasil, dados do PIB do terceiro trimestre mostraram um crescimento de 0,9% em relação ao trimestre anterior, ligeiramente abaixo da média dos dois primeiros meses deste ano. Ainda assim, os resultados mostraram uma economia que permanece com um crescimento sólido e disseminado neste ano. Os dados do governo central mostraram um superávit de R$ 40,8 bilhões em outubro, resultado que foi puxado pelo aumento da arrecadação decorrente da atividade mais forte e inflação mais alta. Com isso, o governo fica mais próximo do limite inferior da meta de resultado primário neste ano.
O time de macroeconomia da XP publicou hoje o seu relatório Brasil Macro Mensal. Os destaques são a revisão para cima do crescimento do PIB e da inflação para os próximos anos, além do câmbio mais depreciado e dívida pública em alta. Com isso, a expectativa é por um ajuste mais intenso na taxa de juros, que deve subir 1 p.p. na próxima reunião e atingir um pico de 14,25% no próximo ano.
Na agenda do dia, destaque para a divulgação dos dados de emprego do relatório ADP, do índice ISM de serviços e do Livro Bege do Fed, todos nos Estados Unidos. No Brasil, os dados relativos à produção industrial de outubro devem mostrar uma alta de 0,3% em relação ao mês anterior e de 6,8% no comparativo interanual.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)