DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem clareza e no Brasil expectativa para o IBGE com o PIB
Veja os números
(Brasília-DF, 03/12/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem clareza e no Brasil expectativa para divulgação do PIB do período.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%) em semana carregada de dados de atividade econômica, com destaque para o payroll. Ontem, Christopher Waller, membro votante do comitê de política monetária do Fed, adotou postura mais dovish em pronunciamento, alegando que vê a taxa atual ainda a “alguma distância” da taxa neutra.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%), e as bolsas chinesas fecharam positivas (CSI 300: 0,8%; HSI: 0,1%) após banco central reforçar continuidade de estímulos para o próximo ano. O risco de novas tarifas sob Trump ainda é grande, e o governo Biden anunciou ampliação de restrições de exportações de chips. Com isso, o governo chinês já fala em limitar a exportação de alguns minerais.
Economia
Nos Estados Unidos, o dólar teve sua maior alta desde a vitória eleitoral de Donald Trump, impulsionado por suas ameaças de tarifas contra os países do Brics e pela crise política na França. A moeda norte-americana também foi fortalecida por dados do ISM do setor manufatureiro dos Estados Unidos e pelas falas de Christopher Waller, diretor influente no Fed, banco central americano, que afirmou apoio a um corte de 0,25 p.p. nas taxas de juros em dezembro, salvo novos dados indicando mudanças significativas.
Nos EUA, as moedas se depreciaram frente ao dólar (R$ 6,06/US$, +1,1%) em razão do pronunciamento de Donald Trump. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,17% (+4,0bps) e os de dez anos em 4,19% (+1,0bp).
IBOVESPA -0,34% | 125.236 Pontos. CÂMBIO +1,10% | 6,07/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou praticamente de lado ontem, com 0,3% de queda, aos 125.236 pontos, após o dólar renovar seu recorde histórico de fechamento, encerrando em alta de 1,6% a R$ 6,0680, impulsionado pela notícia que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou taxar em 100% o grupo de países emergentes BRICs caso os países tentem substituir o dólar em suas transações comerciais.
O principal destaque positivo do pregão na Bolsa brasileira foi a SLC Agrícola (SLCE3, +3,2%), após elevação de recomendação por um banco de investimentos de neutro para compra. Já a Azul (AZUL4, -7,9%) foi o principal destaque negativo, pressionada pela valorização do dólar.
Nesta terça-feira, teremos no Brasil o PIB do 3º trimestre, enquanto nos EUA será divulgado o relatório JOLTS de outubro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento na parte curta e abertura nos vértices intermediários e longos da curva. No Brasil, o Boletim Focus apontou um aumento nas estimativas do consenso para câmbio, IPCA e Selic no ano de 2025, refletindo a incerteza fiscal e a desancoragem das expectativas inflacionárias. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 13,88% (queda de 8bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,085% (alta de 3,1bps); DI jan/29 em 13,865% (alta de 6,1bps); DI jan/31 em 13,68% (alta de 4,5bps).
No Brasil, Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central reforçou que o papel da autoridade é “reancorar as expectativas” e que a instituição tem os instrumentos necessários para cumprir a meta de 3%. Galípolo evitou dar uma orientação futura sobre as próximas decisões de política monetária (assista aqui).
Segundo os jornais, o governo encaminhou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o pacote fiscal. Nos dados, o boletim Focus trouxe piora adicional do IPCA esperado para 2024 (de 4,63% para 4,71%), 2025 (de 4,34% para 4,40%) e 2026 (de 3,78% para 3,81%). Com relação à taxa Selic, o consenso de mercado para 2025 foi revisado de 12,25% para 12,63%, e o de 2026 de 10,00% para 10,50%. Na agenda, o protagonista será o PIB do 3º trimestre do Brasil.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)