31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, o mercado continua de olho no tal pacote de gastos

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Mercados em queda no Mundo

(Brasília-DF, 19/11/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil mercado segue atento às notícias sobre o pacote de gastos, que deve ser anunciado após a cúpula do G20.

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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,4%), em semana de divulgação dos resultados de Nvidia e varejistas. No campo de dados econômicos, o destaque é a atividade econômica, e na política, a expectativa pelas nomeações de Trump, especialmente para a Secretaria do Tesouro.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,9%), liderada por bancos e montadoras.  As bolsas chinesas fecharam mistas (CSI 300: 0,7%; HSI: 0,4%), após novas sinalizações de medidas de estímulo, anúncio de corte de tributos para compra de imóveis e abertura para investidores estrangeiros.

Economia

Os preços do petróleo Brent subiram mais de 3% ontem. Parte da alta pode ser atribuída pelo (i) anúncio da Equinor suspendendo a produção em seu campo de petróleo na Noruega, o maior da Europa Ocidental e (ii) pelas preocupações com a intensificação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Como o petróleo é insumo para inúmeros bens no mundo todo, movimentos nos preços impactam a inflação global.

Nesta terça-feira, teremos a decisão de política monetária na China. Já pela temporada de resultados internacional, teremos Lowe’s e Walmart.

Nos EUA, o Federal Reserve de São Francisco reforçou que o mercado de trabalho aquecido tem exercido pressão de alta na inflação do país. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,29% (-2,0bps) e os de dez anos em 4,42% (-1,0bp).

IBOVESPA -0,02% | 127.768 Pontos.  CÂMBIO -0,71% | 5,75/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou praticamente de lado ontem, com 0,02% de queda, aos 128.277 pontos, com o mercado cauteloso no aguardo pelo anúncio do pacote de corte de gastos do governo, que deve ser feito após a Cúpula do G20 e o feriado de quarta-feira, quando o mercado estará fechado.

O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi a Petrobras (PETR3, +2,6%; PETR4, +2,5%), após publicar um comunicado à imprensa comentando seu plano de negócios 2025-2029 (leia nossa análise aqui). Além disso, as petroleiras também foram impulsionadas por uma escalada das tensões na guerra da Ucrânia, o que levou a uma alta de 3,2% do Brent.

Já o destaque negativo do pregão foi Cemig (CMIG4, -4,1%), com o mercado demonstrando ceticismo em relação a probabilidade da privatização da estatal após envio de projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (leia nossa análise aqui).

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com abertura por toda a curva, especialmente nos vértices curtos. No Brasil, enquanto o mercado aguarda a divulgação do projeto de corte de despesas pelo governo, o Boletim Focus apontou elevação das projeções para IPCA em 2024 (4,64%), 2025 (4,12%) e 2026 (3,70%), além da expectativa de Selic em 12,00% ao fim próximo ano. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 13,305% (alta de 12,4bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,46% (alta de 10,1bps); DI jan/29 em 13,245% (alta de 5,8bps); DI jan/31 em 13,07% (alta de 4,1bps).

No Brasil, o mercado segue atento às notícias sobre o pacote de gastos, que deve ser anunciado após a cúpula do G20, segundo os jornais. Entre as negociações, poderá estar incluída a tese de um limite ao crescimento do salário-mínimo, reforçando ajustes mais estruturais aos gastos, além de mudanças em programas como o BPC e Abono Salarial.

No calendário hoje, o Banco do Povo da China anunciará a sua decisão de política monetária às 22h00. A expectativa é de manutenção em ambas as taxas.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)