DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e com adiamento do pacote de gastos para depois do G20, teremos dias de expectativa
Veja os números
(Brasília-DF, 18/11/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, em semana de G20, os mercados nacionais já sabem que o pacote de controle de gastos ficou para semana que vem.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,4%), em semana de divulgação dos resultados de Nvidia e varejistas. No campo de dados econômicos, o destaque é a atividade econômica e, na política, a expectativa pelas nomeações de Trump, especialmente para a Secretaria do Tesouro.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), e as bolsas chinesas fecharam mistas (CSI 300: -0,5%; HSI: 0,8%), com índice continental puxado para baixo por dados de desemprego juvenil elevado e pressões em small caps.
Economia
Divulgada na semana passada nos EUA, a inflação ao produtor aumentou 0,2% em outubro de 2024, correspondendo às expectativas. As vendas no varejo nos EUA aumentaram 0,4% em relação ao mês anterior em outubro de 2024, desacelerando em relação ao ganho de 0,8% em setembro, embora acima das previsões do mercado de 0,3%. Também na semana passada, o Presidente do Federal Reserve, Powell, fez outro discurso com tom mais rígido ao dizer que não há necessidade de ter pressa para reduzir as taxas de juros, e os mercados passaram a apressar ciclo de flexibilização monetária mais gradual adiante.
O PIB do Japão registrou crescimento trimestral de 0,2% no terceiro trimestre de 2024, em linha com as expectativas, embora moderando face ao crescimento de 0,5% no segundo trimestre. Na China, os indicadores de atividade econômica divulgados na semana passada referente a outubro foram mistos. Espera-se que o banco central (PBoC) mantenha as taxas de juros estáveis esta semana, aguardando dados adicionais. O PIB no Reino Unido registrou variação trimestral de 0,1% no terceiro trimestre de 2024, a menor taxa de crescimento em três trimestres e abaixo das expectativas de 0,2%.
Nesta semana, a agenda de indicadores econômicos internacionais está mais calma. Na terça-feira, o PBoC da China anunciará a sua decisão de política monetária. Na quarta-feira, destaque para a inflação ao consumidor no Reino Unido referente a outubro, e na quinta-feira, o mesmo indicador será divulgado no Japão. A semana também conta com discursos de diversos dirigentes de bancos centrais desenvolvidos, incluindo Fed nos EUA, BCE na Zona do Euro, e BoE no Reino Unido.
IBOVESPA +0,05% | 127.792 Pontos. CÂMBIO -0,10% | 5,79/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou a semana passada estável em reais, mas caiu 0,2% em dólares, aos 127.792 pontos.
O principal destaque positivo da semana foi CVC (CVCB3, +12,7%), após a divulgação dos resultados da companhia para o 3º trimestre, que surpreenderam positivamente o mercado. Já o destaque negativo foi Raízen (RAIZ4, -10,0%), também repercutindo seus resultados para o 3º trimestre, que vieram mais fracos do que o esperado (veja aqui mais detalhes).
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Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros terminaram com forte abertura por toda a curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2034 e 2026 saiu de -45,50 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -36,50bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real aumentaram, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,92% a.a. (ante 6,70 % a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 13,24% (23bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 13,44% (41,5bps); DI jan/29 em 13,25% (40bps); DI jan/31 em 13,09% (36bps); DI jan/34 em 12,87% (32bps).
No Brasil, a agenda está esvaziada, sem indicadores relevantes no radar. O mercado aguardará possíveis detalhamentos sobre o pacote de contenção de despesas em discussão pelo governo. Segundo a imprensa, novidades deverão ser anunciadas após a cúpula do G20 no Rio de Janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)