31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem direção clara e no Brasil atenção para divulgação do IBC-Br de setembro a ser divulgado pelo Banco Central

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 14/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning CAll” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção clara e no Brasil, às vésperas do feriado da República, destaque para o IBC-Br de setembro a ser divulgado pelo Banco Central.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,0%), no aguardo da divulgação de dados de inflação ao produtor americano (PPI), fala de Powell e continuidade do anúncio do gabinete de Trump.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%). As bolsas chinesas fecharam negativas (CSI 300: -1,7%; HSI: -2,0%) ante temores relacionados ao governo Trump e resultados de empresas da região. O governo anunciou corte de impostos relacionados à aquisição de imóveis para impulsionar o mercado imobiliário.

Economia

No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) veio em linha com o esperado nos Estados Unidos e com composição benigna, o que reforça nossa visão de que o Fed persistirá no ciclo de corte de juros em dezembro. Na agenda americana de hoje, destaque para a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e para fala do presidente do Fed, Jerome Powell.

Nos EUA, membros do Federal Reserve ressaltaram a preocupação com a aceleração inflacionária e a incerteza acerca do ritmo de corte de juros. Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em outubro, em linha com as expectativas do mercado. Os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,27% (-7,0bps) e os de dez anos em 4,44% (+1,0bp).

IBOVESPA +0,03% | 127.734 Pontos.  CÂMBIO +0,43% | 5,79/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou praticamente de lado ontem, com leve alta de 0,03%, aos 127.734 pontos, revertendo uma queda de 0,5% sustentada por maior parte do pregão após falas do Ministro da Fazenda sobre cortes de gastos consideradas positivas.

O principal destaque positivo do pregão foi a Embraer (EMBR3, +4,7%), após um banco de investimentos reiterar recomendação de compra para o papel. Já o principal destaque negativo foi Hapvida (HAPV3, -6,3%), após divulgação do resultado do 3º trimestre considerado negativo pelo mercado (leia nossa análise aqui).

Nesta quinta-feira, pela temporada de resultados doméstica do 3º trimestre, Azul, Cruzeiro do Sul, e Inter reportam seus balanços. Já pelo lado internacional, teremos Disney, JD.com, e Merck.

Na sexta-feira, não terá pregão devido ao feriado de Proclamação da República. Pelo lado internacional, teremos os dados de vendas do varejo e produção industrial nos EUA, ambos referentes a outubro, enquanto pela temporada de resultados, Alibaba divulga seus dados.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura nos vértices curtos e intermediários da curva. No Brasil, notícias apontaram que o projeto de redução de gastos do governo será, possivelmente, apresentado após a reunião do G20, levando o mercado a ficar ainda mais receoso com a trajetória fiscal do país. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 13,21% (alta de 2,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,36% (alta de 2,2bps); DI jan/29 em 13,16% (alta de 0,5bp); DI jan/31 em 12,97% (queda de 2,1bps).

No Brasil, o setor de serviços seguiu mostrando força, crescendo acima das expectativas do mercado em setembro. Esperamos desaceleração adiante, embora nossa projeção para o PIB deste ano (atualmente em 3,1%) tenha viés de alta. Na agenda de hoje, destaque para o IBC-Br de setembro a ser divulgado pelo Banco Central às 9h. Enquanto isso, o mercado aguarda a divulgação detalhada do pacote de fiscal para contenção de despesas pelo governo, que deverá ser divulgado apenas após o feriado. Segundo o time XP Política, conversas avançam para mudanças na regra de reajuste do salário mínimo e de cortes no BPC e no Abono Salarial, cujos impactos somados devem ficar em R$ 30 bi em 2024 e R$ 40 bi em 2025.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)