DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil expectativa para tento de gastos após relatório Focus e, hoje, íntegra da Ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 12/11/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning CAll” da XP Investimentos apontado que os mercados globais estão em queda. Todo mundo atento a iminente divulgação do pacote de gastos, ontem saiu o Focus e hoje a Ata do Copom.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), em correção após os últimos dias e no aguardo de dados de inflação ao consumidor americano (CPI) e ao produtor (PPI). A temporada de resultados desacelera.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,1%). Na Alemanha, as eleições foram marcadas para fevereiro, com colapso da coligação governante. As bolsas chinesas fecharam negativas (CSI 300: -1,1%; HSI: -2,8%), puxadas para baixo pelo setor de tecnologia após dados mais fracos que o esperado para crédito e confiança.
IBOVESPA +0,03% | 127.874 Pontos. CÂMBIO +0,58% | 5,77/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou praticamente de lado com 0,03% de alta, aos 127.874 pontos, com o mercado aguardando o pacote fiscal.
O principal destaque positivo do pregão foi a Cogna (COGN3, +8,8%), apesar dos juros futuros encerrarem com altas por toda a curva, se recuperando após acumular queda de 11,1% nos últimos dois pregões. Já o destaque negativo da sessão foi Vale (VALE3, -3,3%), após o recuo do preço do minério de ferro de 1,5% e rebaixamento da recomendação das ADRs de compra para neutra por um banco de investimentos.
Nesta terça-feira, os mercados acompanham a ata do Copom e o dado de vendas do varejo referente a setembro. Pela temporada de resultados doméstica do 3º trimestre, BTG Pactual; CSN; Cury; Hapvida; Jalles Machado; Raizen; Simpar; SLC Agricola; e Stone reportam seus balanços. Já pelo lado internacional, teremos Astrazeneca; Home Depot; Instacart; Tyson Foods; e Vodafone.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com abertura nos vértices curtos da curva. No Brasil, o mercado seguiu cauteloso, à espera pelo projeto de redução de despesas do governo. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 13,115% (alta de 2bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,2% (alta de 6bps); DI jan/29 em 19,75% (inalterada 0bp); DI jan/31 em 12,82% (inalterada 0bp).
Lá fora, os investidores se decepcionaram com os estímulos econômicos anunciados pelo governo chinês, e se movimentaram para ativos americanos de menor risco. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,26% (+5,0 bps) e os de dez anos em 4,30% (-1,0 bp).
Economia
No Brasil, as projeções de mercado para a inflação, segundo o boletim Focus, aumentaram em 2024, 2025 e 2026. Para este ano, o movimento provavelmente reflete a expectativa de preços de alimentos mais pressionados no final do ano, especialmente em relação aos preços das proteínas, enquanto para 2025 e 2026, uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos. Com relação à política monetária, o consenso de mercado para a taxa Selic foi revisado para cima para o ano de 2026 de 9,75% para 10,00%. No que diz respeito ao final do atual ciclo de alta de juros, as projeções apontam que a Selic deve atingir 12,50% em junho de 2025.
O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 7,3 bilhões em setembro. A dívida bruta do governo geral (DBGG) caiu 0,2 p.p. em relação a agosto, atingindo 78,3% do PIB. O dado de setembro preocupa. O governo central melhorou consideravelmente seu resultado primário graças a um forte aumento na arrecadação de impostos. Por outro lado, os Estados e Municípios decepcionaram mais uma vez. O resultado foi mais uma vez puxado pelos municípios, que acumulam no ano um déficit de R$ 12,8 bilhões, pior do que o déficit de R$ 1,0 bilhão acumulado no mesmo período do ano passado.
Na agenda doméstica, o foco é na divulgação da ata do Copom, que deverá trazer detalhes sobre a decisão de alta na taxa Selic em 0,50 p.p. nessa semana. Do lado da atividade econômica, o IBGE publicará os dados do setor varejista (PMC). Para além dos indicadores, o mercado aguarda o anúncio do pacote de despesas, que tem sido discutido pelo governo nas últimas semanas.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)