31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Nova revelação do Censo 2022, aponta que 49,1% dos lares são comandados por mulheres, com destaque para estados nordestinos; maioria dos lares já é comandado por pessoas que se autodenominam pardos

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(Brasília-DF, 25/10/2024). Nesta sexta-feira, 25, o IBGE divulgou mais um recorte do Censo 2022, trata-se do do “Censo Demográfico 2022: Composição domiciliar e óbitos informados: Resultados do universo”.   A Política Real destaca alguns dos principais pontos revelados, como a presença das mulheres no comando dos lares e do perfil de raça no comando dos lares.

Em 2022, das 72,5 milhões de unidades domésticas do Brasil, 49,1% tinham responsáveis do sexo feminino. A proporção representa uma mudança importante em relação ao Censo de 2010, quando o percentual de homens responsáveis (61,3%) era substancialmente maior do que o percentual de mulheres (38,7%). Por unidade doméstica entende-se o conjunto de pessoas que vivem em um domicílio particular.

Em 10 estados, o percentual de mulheres responsáveis pela unidade doméstica foi maior que 50%: Pernambuco (53,9%), Sergipe (53,1%), Maranhão (53,0%), Amapá (52,9%), Ceará (52,6%), Rio de Janeiro (52,3%), Alagoas e Paraíba (51,7%), Bahia (51,0%) e Piauí (50,4%).

“Os dados do Censo mostram que a maior parte dessas unidades da federação estão concentradas na Região Nordeste do país. Por outro lado, os menores percentuais são encontrados em Rondônia, com 44,3%, e em Santa Catarina, com 44,6%. Percebe-se, de forma geral, que as unidades da federação acompanharam o movimento do país com aumento da proporção de unidades domésticas com responsáveis do sexo feminino””, aponta a analista da divulgação, Luciene Longo.

Raça

Pela primeira vez, pardos ultrapassam brancos como responsáveis pelas unidades domésticas

Embora ainda com valores próximos, pela primeira vez, o Censo registrou maior proporção de pardos (43,8%) responsáveis pelos domicílios em comparação às pessoas de cor ou raça branca. Em 2010, esses percentuais eram de 40,0% e 49,4%, respectivamente.

A proporção de pessoas pretas subiu de 9,0% para 11,7% e a de indígenas variou de 0,4%para 0,5%. Por outro lado, a proporção de pessoas amarelas responsáveis pelas unidades caiu de 1,2% em 2010 para 0,5% em 2022.

A análise das unidades da federação por cor ou raça mostra que nos estados da Região Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, a maioria da proporção de pessoas responsáveis pelas unidades domésticas era da cor branca. Para todas as outras unidades da federação, a maior parte se declarou da cor parda.

“Destacam-se também os percentuais maiores de pessoas indígenas responsáveis pelas unidades domésticas em Roraima, com 10,2%, Amazonas, com 5,7%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%, assim como a maior proporção com relação a responsáveis que se declararam pretas na Bahia, com 25% da população”, salienta a Luciene.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)