31 de julho de 2025
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PANE CIBERNÉTICA: Rodrigo Pacheco, após crise na empresa de cibersegurança Crowdstrike, defendeu seu projeto de regulamentação da inteligência artificial

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Rodrigo Pacheco

(Brasília-DF, 19/07/2024)  Nesta tarde, 19, o senador Rodrigo Pacheco(PSD-MG), presidente do Senado e do Congresso Nacional, em face do apagão cibernético que atingiu boa parte do planeta, especialmente nos Estados Unidos, Europa e América Latina, divulgou uma nota defendendo que o Senado e o Congresso e defende seu projeto de regulamentação da inteligência artificial.

NOTA À IMPRENSA

“Causa-nos apreensão os efeitos do apagão cibernético que atingiu operações de transporte, saúde e bancárias em regiões do planeta e no Brasil. Que os responsáveis atuem de maneira célere e transparente para o restabelecimento dos serviços e, principalmente, da segurança adequada aos usuários. A conectividade contribui para a amplitude de serviços essenciais do cotidiano.

Mas quando há uma falha, a reação em cadeia é prejudicial a milhares de pessoas. Esse ambiente nos alerta para os riscos da segurança cibernética, e nos lembra ser essencial a regulamentação da inteligência artificial, projeto de minha autoria, para que tenhamos um cenário mais claro, seguro e adequado em relação ao uso de ferramentas virtuais e seus efeitos práticos sobre a sociedade.”

Senador Rodrigo Pacheco

Presidente do Congresso Nacional”, diz a nota

Segundo a agência de notícias Reuters, a companhia global de cibersegurança Crowdstrike enviou alerta aos clientes de que seu software Falcon Sensor estaria causando o colapso total do sistema operacional Microsoft Windows, resultando na famigerada "Blue Screen Of Death" (tela azul da morte, BSOD). O alerta incluía instruções para contornar manualmente a falha.

Uma atualização defeituosa da Crowdstrike teria causado o apagão cibernético. Segundo explicaram especialistas em informática à agência de notícias EFE, a última atualização de controladores do Falcon continha erros e imediatamente colapsou o Azure, plataforma de computação na nuvem criada pela Microsoft para construir, testar, implantar e gerenciar aplicativos e serviços usando sua infraestrutura global.

Como é comum todo um setor de atividades adotar os mesmos softwares em peso, falhas de TI tendem a paralisar um grande número de empresas simultaneamente. Em 2021, um ciberataque à operadora americana de TI Kaseya se fez sentir até na Suécia, onde a cadeia de supermercados Coop foi forçada a fechar quase todas suas filiais.

O que é a Crowdstrike?

Fundada em 2011 com capital inicial de 26 milhões de dólares e prestadora de serviços para algumas das maiores empresas do mundo, como a Microsoft e a fabricante de computadores Dell, a Crowdstrike oferece serviços de segurança na área de tecnologia, e sua plataforma Crowdstrike Falcon detecta falhas de segurança em tempo real.

A Crowdstrike Falcon foi a primeira solução de segurança inteligente, nativa da nuvem e multilocatária, capaz de proteger cargas de trabalho em ambientes locais, virtualizados e baseados na nuvem, executados em uma variedade de terminais, como laptops, desktops, servidores e máquinas e dispositivos da Internet das coisas.

Através de 28 módulos de nuvem, a plataforma Falcon oferece, por meio de um modelo SaaS que abrange múltiplos mercados de segurança – incluindo terminais corporativos, segurança e operações de TI – serviços gerenciados de segurança, detecção de ameaças, segurança na nuvem, proteção de identidade, proteção de dados e geração de segurança cibernética.

O fundador da CrowdStrike, George Kuntz, passou 30 anos no mundo da tecnologia e, antes de criar a empresa, trabalhou para a companhia de antivírus informáticos McAfee e para a GM.

( da redação com assessoria e DW. Edição: Política Real )