MP do Rio Grande do Sul faz operação contra influenciador Nego Di e sua mulher, que divulgou Fake News durante as enchentes gaúchas; ele é acusado de “lavar” R$ 2 milhões
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(Brasília-DF, 12/07/2024) O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, deflagrou nesta sexta-feira, 12 de julho, em Santa Catarina, a Operação Rifa$. São cumpridos mandados de busca e apreensão no litoral catarinense contra um casal de influenciadores digitais gaúchos, Nego Di e a mulher, investigados por lavar cerca de R$ 2 milhões após a promoção de rifas virtuais ilegais e possíveis fraudes nas redes sociais.
O ex-BBB Nego Di ganhou destaque durante a crise das chuvas no Rio Grande do Sul por divulgar deseinformação e teve que enfrentar a Justiça. Ele chegou a enfrentar a decisão da juíza Fernanda Ajnhorn, do plantão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou em 10 de maio uma multa de R$ 100 mil por dia pela reincidência. Ele desafiou a Justiça a não retirar as postagens. Suas postagens chegaram a ser usadas por grupos que afirmavam que só os voluntários atendiam a socidade durante a crise e que o Estado nada fazia.
Agentes do 1º Núcleo Regional do GAECO — Capital — e do 2º Núcleo — Metropolitana — contam com o apoio do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina na busca de mais provas relacionadas à lavagem de dinheiro decorrente da promoção de rifas ilegais com premiações em dinheiro e bens de alto valor que não teriam sido entregues às vítimas. No entanto, outra meta do MPRS é coibir a lavagem de capitais realizada pelos criminosos, que ainda teriam utilizado documento falso nas redes sociais. O promotor de Justiça Flávio Duarte, responsável pela investigação, destaca que dois veículos de luxo dos investigados foram sequestrados, além da apreensão de munição e uma arma de uso restrito das Forças Armadas, sem registro. Devido ao armamento encontrado, a influenciadora digital foi presa em flagrante.
Segundo o promotor, o objetivo das buscas também é recolher documentos, mídias sociais, celulares, entre outros, para se ter uma dimensão exata dos crimes praticados e valores obtidos pelo casal. Flávio Duarte também obteve da Justiça o bloqueio de valores, além da indisponibilidade de bens dos investigados e de terceiros vinculados aos fatos apurados. A Operação Rifa$ conta também como apoio da promotora de Justiça Maristela Schneider.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)