31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil o destaque é a produção no setor de serviços (PMS)

Veja os números

Publicado em
Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 12/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning CAll” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem muita clareza e no Brasil o destaque é a produção no setor de serviços (PMS).

Veja mais:

Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,0%), no aguardo dados de inflação ao produtor americano, que serão divulgados hoje. Ontem, a inflação ao consumidor de junho veio consideravelmente melhor que o esperado, registrando deflação mensal. A temporada de resultados do segundo trimestre de 2024 se inicia com a divulgação dos balanços dos bancos JP Morgan, Citigroup e Wells Fargo. Ontem, publicamos a nossa prévia para a temporada.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,2%), impulsionados pelos setores ligados a consumo pessoal. Na China, as bolsas tiveram mais um dia de alta (CSI 300: 0,1; HSI: 2,6%). A Bolsa de Hong Kong foi impulsionada por ações ligadas ao setor imobiliário, enquanto dados de importação referentes a junho vieram mais baixos que o esperado, revelando demanda interna enfraquecida. Por outro lado, a exportações surpreenderam positivamente, especialmente devido ao crescimento das vendas para o Brasil. Na semana que vem, os mercados ficam atentos ao Terceiro Plenum, importante evento político chinês.

Economia

Os mercados aumentaram as apostas em um corte da taxa de juro em setembro nos EUA, após o resultado abaixo do esperado das inflação ao consumidor ontem. Após um primeiro trimestre pressionado, o segundo trimestre foi benigno, afastando o temor de reaceleração da alta de preços, especialmente no setor de serviços.      

IBOVESPA +0,85% | 128.294 Pontos.  CÂMBIO +0,59% | 5,44/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,9% ontem, aos 128.294 pontos. O pregão foi marcado pela aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, um sinal positivo para a situação fiscal, e um CPI de junho vindo abaixo do consenso, aumentando a possibilidade do início do corte de juros nos EUA.

O principal destaque positivo da sessão foi Telefônica (VIVT3, +3,3%), após uma elevação da recomendação de suas ADRs por um banco de investimentos, o que gerou otimismo no setor, provocando uma alta no papel da Tim (TIMS3, +4,1%). O principal destaque negativo foi Hypera (HYPE3, -1,4%), após projeções negativas por um banco de investimentos para o resultado do 2º trimestre de 2024.

Para o pregão desta sexta-feira, teremos uma série de resultados internacionais do setor financeiro, com JP Morgan Chase, Wells Fargo, e Citigroup. Veja aqui o nosso calendário de resultados internacionais para o 2º trimestre de 2024.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quinta-feira com movimentos mistos pela curva. No Brasil, a Pesquisa Mensal de Comércio apontou alta (1,2%) das vendas varejistas em maio, acima das expectativas do consenso (-0,5%). Além disso, no leilão do Tesouro foram ofertados mais lotes de prefixados, com o lote de 4 milhões de NTN-Fs sendo vendidos integralmente, ao passo que das 8 milhões de LTNs disponíveis, apenas 7,3 milhões foram vendidas.

Nos EUA, dados da inflação ao consumidor mostraram um decréscimo de 0,1% em junho, levando os investidores a aumentarem suas apostas em cortes de juros começando em setembro. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,50% (-12,0bps) e as de 10 anos em 4,20% (-8,0bps). DI jan/25 fechou em 10,55% (alta de 2bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,08% (alta de 1bps); DI jan/27 em 11,29% (queda de 2bps); DI jan/29 em 11,6% (queda de 4bps).

No Brasil, as vendas no varejo ampliado aumentaram 0,8% em maio em relação a abril, um resultado bem acima das expectativas. No geral, a leitura do varejo em maio reforça a nossa visão de um consumo sólido das famílias no curto prazo. Hoje, o destaque é a produção no setor de serviços (PMS).

O Congresso adiou para a próxima semana a votação da desoneração da folha para 17 setores, uma vez que ainda não há consenso sobre as medidas para compensar o seu custo fiscal.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)