31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para as vendas no comércio varejista em maio

Veja os números

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Mercados em negativo

(Brasília-DF, 11/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”   da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para as vendas no comércio varejista em maio.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%) no aguardo dados de inflação ao consumidor americano, que serão divulgados hoje. A temporada de resultados do segundo trimestre de 2024 se inicia hoje, com a divulgação dos balanços de Pepsico e Delta Airlines, e é seguida pelos bancos, que começam suas divulgações amanhã.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,4%), impulsionadas pelos setores de luxo, materiais de construção e utilidades públicas. Na China, as bolsas subiram fortemente (CSI 300: 1,1; HSI: 2,1%) após anúncio de novas regulações.

Na agenda econômica desta quinta-feira, destaque para a inflação ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês) em junho. O consenso de mercado aponta para ligeiras altas de 0,1% para o índice cheio e 0,2% para a medida de núcleo, que exclui alimentos e energia. Os dados de junho podem reforçar a expectativa – de parte do mercado – de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciará o ciclo de corte de juros em setembro.

IBOVESPA +0,09% | 127.218 Pontos.   CÂMBIO -0,04% | 5,41/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou ontem em leve alta de 0,1%, aos 127.218 pontos. O pregão foi marcado pela divulgação do IPCA de junho, que veio abaixo do consenso do mercado.

Os principais destaques positivos foram bancos, liderados pelo Santander (SANB11, +3,6%), refletindo um maior apetite por risco dos investidores pelo setor. Já o principal destaque negativo foi Azul (AZUL4, -4,8%), após rebaixamento da recomendação por um banco de investimentos para neutro.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento por toda extensão da curva. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,62% (0,0bps) e as de 10 anos em 4,28% (-2,0bps), após o presidente do Federal Reserve alertar que a manutenção da taxa de juros em patamar elevado poderia prejudicar o crescimento econômico americano. DI jan/25 fechou em 10,53% (queda de 4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,085% (queda de 10,2bps); DI jan/27 em 11,32% (queda de 15,2bps); DI jan/29 em 11,655% (queda de 18,9bps).

Economia

O IPCA registrou elevação mensal de 0,21% em junho, abaixo das expectativas (XP: 0,33%; mercado: 0,30%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,23%, contra 3,93% na divulgação anterior. O grupo de alimentos respondeu por grande parte da surpresa baixista no mês. A devolução do aumento de preços visto em maio – com o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul – ocorreu de forma mais intensa do que o previsto. Apesar da leitura benigna em junho, elevamos nossa projeção para o IPCA de 2024, de 3,8% para 4,0%. Essa revisão decorreu dos reajustes de preços anunciados pela Petrobras no começo da semana (7% para a gasolina e 10% para o gás de cozinha). A previsão para o IPCA de 2025 permaneceu em 4,3%. 

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o primeiro projeto de lei complementar que regulamenta a Reforma Tributária (Emenda Constitucional nº 132/2023), disciplinando os novos tributos (CBS/IBS e Imposto Seletivo). Das votações destacadas, após aprovação do texto-base, houve apenas uma alteração: inclusão das carnes, peixes, queijos e sal – antes sujeitos à redução de 60% – no rol da cesta básica, com zeragem da CBS e IBS. Além disso, os deputados colocaram no texto da regulamentação uma trava para evitar que a alíquota padrão do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) ultrapasse 26,5%. O mecanismo passaria a valer a partir de 2033, após o período de transição da reforma. Se a alíquota superar o limite, o governo será obrigado a formular um projeto de lei complementar com medidas (chamadas de “gatilhos”) para diminuir a carga tributária. O texto segue agora para o Senado, mantido o regime de urgência constitucional.   

No Brasil, as atenções estarão voltadas para as vendas no comércio varejista em maio. Estimamos contração mensal de 0,4% para o varejo ampliado e 0,5% para o varejo restrito, refletindo o desastre natural no Rio Grande do Sul.     

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)