31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta, mesmo com feriado nos EUA e no Brasil vão falar muito sobre corte de R$ 25,9 bi e arcabouço fiscal retomado

Veja os números

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(Brasília-DF, 04/07/2024) A Política Real teve acesso o relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão alta mas sem a presença dos EUA por conta do 4 de julho. No Brasil, mercado ainda avalia os dados do setor industrial de maio, poréma fala no final do dia sobre arcabouço fiscal e corte de R$ 25,9 bi vai dar o que falar.

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Nesta quinta-feira, os mercados permanecem fechados nos Estados Unidos devido ao feriado de 4 de julho. Amanhã, o mercado aguarda a divulgação de importantes dados de emprego.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,6%), com alta liderada pelos setores de bancos, mídia e seguros. Na China, as bolsas tiveram performances mistas (CSI 300: -0,5; HSI: 0,3%), com Hong Kong impulsionada por montadoras de veículos elétricos.

Economia

Diversos dados econômicos dos EUA foram divulgados ontem, com destaque ao PMI de Serviços ISM. O indicador recuou de 53,8 em maio para 48,8 em junho, o menor nível em quatro anos (a expectativa do mercado apontava para 53,0). Essa queda refletiu, principalmente, os menores patamares dos componentes de atividade empresarial, novas encomendas e emprego. Nosso cenário base considera que o Fed iniciará o ciclo de flexibilização monetária em dezembro, mas reconhecemos as chances crescentes de corte de juros a partir de setembro.

IBOVESPA +0,70% | 125.662 Pontos.  CÂMBIO -2,20% | 5,55/USD

Ibovespa

Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em leve alta de 0,7%, aos 125.662 pontos. O índice foi impulsionado pelo recuo de 2,2% do dólar, cotado a R$ 5,55, após atingir a máxima dos últimos 2 anos de R$ 5,68 no pregão de ontem, e pelo recuo da curva de juros.

Os principais destaques positivos foram papeis cíclicos como Yduqs (YDUQ3, +7,2%), Vamos (VAMO3, +7,0%), e Carrefour (CRFB3, +6,4%), que se beneficiaram do fechamento da curva dos juros futuros. Já os principais destaques negativos foram papeis do setor de frigoríficos como Marfrig (MRFG3, -6,5%), JBS (JBSS3, -4,9%), e BRF (BRFS3, -3,6%), pressionados pelo recuo do dólar, e um movimento técnico de realização de lucros.

Para o pregão de quinta-feira, a bolsa de valores americana está fechada devido ao feriado do dia da independência. O foco do mercado está na sexta-feira, com a divulgação nos EUA do relatório do payroll e a taxa de desemprego, ambos referentes ao mês de junho.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira (3) com fechamento por toda extensão da curva. Domesticamente, o pronunciamento favorável ao ajuste fiscal por parte de membros do governo, ajudou o movimento de retirada do prêmio de risco dos ativos locais. Já nos EUA, o destaque foi a divulgação de dados de pedidos de seguro-desemprego, que ao baterem as expectativas do mercado, reforçaram a percepção dos investidores de que a economia americana está desacelerando. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,71% (-3,0bps) e as de 10 anos em 4,36% (-7,0bps). DI jan/25 fechou em 10,695% (queda de 9bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,515% (queda de 19bps); DI jan/27 em 11,83% (queda de 19bps); DI jan/29 em 12,19% (queda de 18,1bps).

No Brasil, a produção industrial contraiu 0,9% em maio com relação a abril, resultado ligeiramente melhor do que as expectativas (XP: -1,3%; mercado: -1,4%). A queda foi fortemente influenciada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, cuja indústria de transformação é relevante a nível nacional (cerca de 8,5% do total). Segundo as nossas estimativas, a tragédia natural reduziu o crescimento interanual da indústria brasileira em 1,5 p.p. em maio. Apesar disso, o XP Tracker – estimativa de alta frequência – para o PIB do 2º trimestre indica alta de 0,6% em comparação ao 1º trimestre de 2024. Reforçamos nossa previsão de que o PIB crescerá 2,2% este ano.  

A equipe econômica da XP publicou, nesta manhã, o relatório macro de julho (para acessar o material completo, clique aqui). Em meio à piora na percepção de risco sobre a condução da política econômica doméstica, a previsão de taxa de câmbio foi revisada para R$/US$ 5,40 no final de 2024 e 2025 (antes: R$/US$ 5,00 e R$/US$ 5,15, respectivamente). Com isso, a projeção de inflação (IPCA) subiu para 3,8% este ano e 4,3% ano que vem (antes: 3,7% e 4,0%). O cenário de taxa Selic estável – em 10,50% – até o final de 2025 não foi alterado, embora o relatório discuta os riscos de aperto monetário adicional.             

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)